Inmet emite alerta laranja de perigo para baixa umidade em regiões de Pernambuco; veja quais
Segundo o órgão, existe risco de incêndios florestais e à saúde, além de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.
O Inmet emitiu alerta laranja de baixa umidade (entre 12% e 20%) para o Sertão, São Francisco e Agreste de Pernambuco, com riscos de queimadas e danos à saúde, recomendando hidratação e cuidados com o sol. Paralelamente, a Apac prevê temperaturas acima da média no último trimestre devido ao fenômeno El Niño, o que deve agravar a estiagem e reduzir a umidade do solo, ameaçando a agricultura e a pecuária do estado.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso nesta sexta-feira, 6 de novembro, alertando sobre a umidade relativa do ar variando entre 20% e 12% em Pernambuco e outros estados do Nordeste.
Segundo o órgão, existe risco de incêndios florestais e à saúde. Ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.
Confira as instruções para a população das áreas afetadas
- Beba bastante líquido.
- Atividades físicas não são recomendadas.
- Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
- Use hidratante para pele e umidifique o ambiente.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Confira as regiões afetadas:
- Sertão;
- São Francisco e
- Agreste.
El Niño em Pernambuco
Pernambuco deve enfrentar temperaturas acima da média entre outubro e dezembro de 2026, segundo a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
O cenário indicado para o último trimestre do ano aumenta a preocupação com o agravamento da estiagem da umidade do solo e os possíveis impactos sobre a agricultura, a pecuária e as condições de conforto térmico nas cidades.
Entre os fatores observados está o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que avança e pode provocar alterações no regime de chuvas. Esse fenômeno está associado ao El Niño, que influencia a circulação atmosférica e pode modificar os padrões climáticos em diferentes regiões.
A previsão reforça a importância do monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas para avaliar os riscos climáticos em Pernambuco.
Além do Pacífico, as características do Oceano Atlântico Tropical também exercem influência sobre a distribuição das chuvas no Nordeste brasileiro.
Embora a indicação de temperaturas acima da média aponte para um período potencialmente mais quente, os efeitos sobre as chuvas e a disponibilidade de água dependem da interação entre diferentes fatores climáticos.
O aumento das temperaturas pode ampliar o estresse hídrico das culturas agrícolas, especialmente em áreas onde a umidade do solo já esteja comprometida.
Com menos água disponível para as plantas, a produção rural pode enfrentar dificuldades, dependendo das condições de cada localidade e das necessidades das culturas cultivadas.
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