Polêmica no restaurante: entenda a "taxa de rolha" que motivou confusão com Ed Motta
Prática comum na gastronomia carioca, a cobrança pelo consumo de bebidas levadas pelo cliente foi recentemente regulamentada, mas ainda gera dúvidas e conflitos em estabelecimentos da cidade
O setor gastronômico do Rio de Janeiro viu-se no centro de um debate acalorado após um incidente gerado por causa da cobrança da chamada "taxa de rolha" ao músico Ed Motta. A confusão ocorreu no restaurante Grado, no Jardim Botânico. O desentendimento resultou em agressões verbais e cenas de violência registradas por câmeras de segurança.
A taxa de rolha de vinho foi o ponto de partida de um desentendimento envolvendo o cantor Ed Motta e amigos no Grado, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Vídeo mostra momento em que Ed Motta arremessa cadeira e inicia briga. Em conversa com O GLOBO por telefone nesta… pic.twitter.com/b1llWuhHQn
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) May 7, 2026
"Taxa de rolha": entenda a polêmica com o cantor
A "taxa de rolha" é uma cobrança facultativa aplicada por estabelecimentos quando o cliente opta por levar a própria garrafa de bebida para consumo no local. Nas imagens que circulam nas redes sociais e estão sob análise policial, o músico aparece visivelmente exaltado. Depois, chegou a arremessar uma cadeira no chão antes de deixar o recinto. Relatos de testemunhas indicam que a situação escalou para agressões físicas envolvendo amigos do artista e outros clientes, incluindo o arremesso de uma garrafa, que teria atingido um dos presentes.
De acordo com o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), os valores dessa taxa são extremamente variáveis. Em alguns pontos da cidade, a cobrança pode ultrapassar R$ 100 por garrafa, podendo ser um valor fixo ou uma porcentagem sobre o preço de mercado do rótulo escolhido. Existem casas com políticas flexíveis, que oferecem isenção para a primeira garrafa ou em dias específicos da semana, enquanto outros estabelecimentos proíbem terminantemente a entrada de bebidas de fora para proteger seu faturamento e a curadoria de sua própria adega. Especialistas do setor afirmam que o valor cobrado não serve apenas para custear a lavagem das taças, mas para compensar a perda de lucro que o restaurante teria com a venda de uma bebida de seu estoque.
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