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Petróleo em risco? Entenda a votação na ONU que pode autorizar o uso da força no Irã

Entenda o impasse entre as potências mundiais no Conselho de Segurança e como o preço do combustível pode disparar com a crise

3 abr 2026 - 12h09
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar neste sábado (04) uma resolução histórica que pode autorizar o uso da força para proteger a navegação comercial envolvendo o petróleo e o Estreito de Ormuz. A proposta, liderada pelo Bahrein, surge como resposta direta às constantes ameaças e ataques do Irã na região, que é considerada o principal corredor de petróleo do mundo. Segundo informações do g1, a votação estava prevista para esta sexta-feira (03), mas foi remarcada devido ao feriado nas Nações Unidas. O texto final sugere a aplicação de todos os meios defensivos necessários por um período de pelo menos seis meses para garantir a segurança dos navios.

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Foto: Michael M. Santiago/Getty Images / Perfil Brasil

A situação no Estreito de Ormuz é crítica, pois cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos globalmente passam por esse canal estreito na costa iraniana. O impasse diplomático ocorre porque China, Rússia e França possuem poder de veto e já manifestaram forte oposição ao uso de medidas militares. O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força "legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força" e alertou para o risco de uma escalada com graves consequências. Essa resistência coloca em dúvida a aprovação do projeto, que necessita de nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes.

O conflito já impacta severamente a economia global, com o preço do barril de petróleo atingindo a marca de 109 dólares na última quinta-feira 2 (quinta-feira). O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, declarou que a tentativa ilegal do Irã de controlar a navegação exige uma "resposta decisiva". Por outro lado, o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a proposta de reabertura forçada do estreito como irrealista. Ele alertou para os riscos representados pelos mísseis e pelas forças da Guarda Revolucionária iraniana posicionadas estrategicamente na área.

Enquanto as negociações continuam a portas fechadas, a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, liderou discussões com cerca de 35 países para buscar alternativas de reabertura da via. O Irã indicou que pretende manter a supervisão rigorosa do tráfego marítimo mesmo após o fim das hostilidades atuais. Para os Estados Unidos, a continuidade dos ataques é uma realidade, embora ainda não exista um plano detalhado para garantir a livre circulação. O cenário reflete uma deterioração profunda nas relações diplomáticas do Golfo, transformando uma disputa regional em uma crise de energia que ameaça a estabilidade financeira de diversas nações.

Perfil Brasil
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