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O sono do bebê: 3 dúvidas frequentes que tiram o sossego dos pais

Especialistas desmentem mitos sobre o descanso infantil e explicam por que acordar à noite é comum

9 mar 2026 - 19h09
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A busca pelo sono perfeito dos filhos gera ansiedade nas famílias, mas pesquisas indicam que o padrão biológico dos bebês é muito diferente das expectativas sociais.

A maioria dos estudos indica que bebês dormem cerca de 12 horas por noite e menos que isso é considerado 'insuficiente'
A maioria dos estudos indica que bebês dormem cerca de 12 horas por noite e menos que isso é considerado 'insuficiente'
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A chegada de um filho traz transformações profundas na rotina, e poucas coisas causam tanto estresse quanto o sono dos bebês. Cercados por uma indústria que promete fórmulas mágicas e programas de treinamento, os pais frequentemente sentem que estão falhando quando o descanso não segue um roteiro linear. No entanto, a ciência mostra que grande parte do que se acredita ser um problema é, na verdade, um comportamento biológico esperado para o desenvolvimento humano.

A ciência por trás das interrupções no sono dos bebês

A primeira grande dúvida que atormenta as famílias é se o bebê deveria dormir a noite toda aos seis meses. Estudos mostram que o "santo graal" das noites ininterruptas é, na verdade, uma exceção. Um levantamento na Noruega com mais de 55 mil bebês revelou que sete em cada 10 crianças de seis meses acordam ao menos uma vez por noite. Conforme os pesquisadores finlandeses de um estudo de 2020, "nossos dados confirmaram que acordar uma a três vezes por noite é comum no início da infância". Quase a totalidade das crianças estudadas apresentou esse padrão, sendo que apenas uma minoria dormiu direto.

Outra questão que gera angústia é se o despertar constante é sempre um sinal de que algo está errado. Embora a consolidação do sono ocorra naturalmente com o tempo, existem fatores de saúde que merecem atenção. Condições como deficiência de ferro, alergias alimentares e apneia obstrutiva do sono podem tornar o descanso mais agitado. Portanto, nem todo despertar é apenas comportamental. A saúde física desempenha um papel crucial na qualidade do repouso noturno da criança e deve ser avaliada por profissionais.

Por fim, muitos pais se perguntam se o filho está dormindo o suficiente ao não atingir as famosas 12 horas seguidas. A ideia de um cronograma rígido de doze horas por noite é mais cultural do que biológica. Pesquisas na Austrália indicam que crianças de até cinco anos dormem, em média, 11 horas por dia, incluindo as sonecas. Em países asiáticos, essa média é ainda menor. Forçar uma criança a dormir cedo demais sem que ela precise de tanto repouso pode, ironicamente, causar mais batalhas na hora de ir para a cama e despertares precoces.

Você sente que a pressão por uma rotina perfeita de sono atrapalha a sua conexão com o seu filho no dia a dia?

Perfil Brasil
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