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O papel da união feminina na transformação social e nas conquistas históricas

A articulação entre mulheres é apontada como fator determinante para o desenvolvimento da ciência, da política e dos direitos civis ao longo dos séculos

2 mar 2026 - 23h27
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O cenário contemporâneo apresenta desafios como desigualdades, sobrecarga e violência de gênero, e nesse contexto, o papel da união feminina surge como um mecanismo histórico de mudança. Segundo a jornalista e escritora Angélica Kalil, a origem do Dia Internacional das Mulheres exemplifica essa dinâmica. Em 1910, a alemã Clara Zetkin e a russa Alexandra Kollontai se articularam para oficializar a data e defender pautas como o sufrágio feminino, a igualdade salarial e o acesso a creches.

8 de março, dia Internacional da Mulher
8 de março, dia Internacional da Mulher
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Registros históricos indicam que a cooperação feminina possibilitou avanços em diversas áreas. No Reino da Babilônia, Tapputi e Ninu atuaram como perfumistas e são consideradas as primeiras engenheiras químicas. Na astronomia, a relação de trabalho entre Annie Cannon e Cecilia Payne no Observatório de Harvard resultou na descoberta da composição das estrelas por hidrogênio e hélio.

Na esfera política, movimentos organizados por mulheres foram registrados desde a Revolução Francesa até a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Nas décadas de 1970 e 1980, mulheres em São Paulo se mobilizaram pelo direito à saúde, consolidando redes de vizinhança e cooperação que influenciaram as políticas públicas nacionais.

A análise de Kalil sugere que a rivalidade feminina é uma construção utilizada como estratégia de controle social, visando desviar o foco da cooperação para a disputa por aprovação externa. No mercado de trabalho, essa conduta pode resultar em perdas de potencial criativo e de crescimento profissional. Além disso, as estruturas digitais contemporâneas e algoritmos podem reforçar comportamentos de disputa em detrimento da solidariedade.

No campo da saúde mental, a convivência entre mulheres atua como um contraponto à solidão e à sobrecarga decorrentes de papéis sociais tradicionais. A interação entre pares oferece validação de experiências e auxilia na compreensão da identidade individual fora do âmbito doméstico. Historicamente, embora muitas vezes omitida de registros oficiais e livros didáticos, essa união tem servido como base para a resistência e para a alteração de normas estabelecidas na esfera pública.

Perfil Brasil
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