Nasa lança novo telescópio espacial capaz de mapear o universo
A Nasa lançou o telescópio Nancy Grace Roman para mapear o universo e investigar fenômenos como exoplanetas, buracos negros e matéria escura. Com campo de visão 100 vezes maior que o do Hubble e capacidade de coleta de dados muito mais rápida, o equipamento de US$ 4,3 bilhões ficará a 1,6 milhão de quilômetros da Terra, ao lado do James Webb. Capaz de fotografar planetas distantes e ocultar a luz de estrelas, o telescópio prevê enviar suas primeiras imagens cósmicas no início de 2027.
Projetado para estudar planetas distantes, Nancy Grace Roman tem campo de visão 100 vezes mais amplo do que o Hubble e é capaz de observar estrelas em explosão, buracos negros e trazer revelações sobre a matéria escura.A Nasa lançou neste domingo (30/08) o novo telescópio espacial Nancy Grace Roman, projetado para estudar planetas distantes, estrelas em explosão e buracos negros, enquanto realiza um mapeamento do universo em uma escala sem precedentes.
A SpaceX lançou o telescópio de 4,3 bilhões de dólares (R$ 22,3 bilhões), logo após o amanhecer a bordo de um foguete Falcon Heavy com o triplo da potência, do Centro Espacial Kennedy. O Roman seguiu em direção a um ponto de observação a 1,6 milhão de quilômetros de distância, onde está localizado o James Webb, um dos outros grandes telescópios espaciais da Nasa.
O novo telescópio, que leva o nome de uma das primeiras mulheres a ocupar um cargo de liderança na Nasa, deve chegar ao seu destino mais de três meses e enviar suas primeiras imagens no início de 2027.
Os astrônomos devem usar o Roman para estudar fenômenos como exoplanetas, estrelas em explosão e buracos negros.
O novo telescópio, do tamanho de um ônibus, opera de maneira semelhante ao Hubble, que foi lançado em 1990 e vem atualmente mostrando sinais de desgaste e operando com capacidades reduzidas. O campo de visão do Roman é mais de 100 vezes mais amplo do que o do Hubble, que continua produzindo imagens após 36 anos no espaço.
O Roman, em comparação, foi projetado para realizar levantamentos espaciais de maneira muito mais rápida. Segundo cientistas da Nasa, as observações que o novo telescópio poderia realizar em um mês levariam um século para o Hubble completar.
O Hubble coletou cerca de 400 terabytes de dados em mais de 35 anos no espaço, enquanto os cientistas esperam que o Roman produza mais de 500 terabytes por ano.
Compreensão da matéria escura
Além de uma câmera infravermelha de amplo campo que iguala a sensibilidade do Hubble, mas é mil vezes mais rápida, o Roman possui um instrumento para bloquear a luz das estrelas. Este coronógrafo experimental, capaz de criar eclipses, permitirá que o Roman fotografe diretamente qualquer planeta, por mais tênue que seja.
O telescópio foi projetado para ser reabastecido, o que significa que, se um tanque robótico se tornar disponível na próxima década, poderá estender sua vida útil.
Os astrônomos esperam que o Roman aumente a compreensão sobre a matéria escura e a energia escura que compõem a maior parte do universo, mas permanecem ocultas. O catálogo de galáxias do novo telescópio ajudará os cientistas a determinar a rapidez com que o universo está se expandindo devido a essas forças enigmáticas e invisíveis.
O Telescópio Espacial James Webb, nomeado em homenagem a um ex-administrador da Nasa, foi lançado no final de 2021 para complementar o trabalho do Hubble. Ele observa o universo em comprimentos de onda diferentes dos do Hubble e do Roman.
rc (AFP, AP)
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