Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Vídeo mostra polícia israelense forçando ativistas de flotilha a se ajoelharem com as mãos amarradas

20 mai 2026 - 15h03
Compartilhar
Exibir comentários

A polícia israelense forçou ativistas que estavam a bordo de uma ‌flotilha de ajuda humanitária a Gaza a se ajoelharem no chão nesta quarta-feira, em fileiras, com as mãos amarradas atrás das costas, enquanto um ministro observava, atraindo críticas de líderes estrangeiros e até mesmo de dentro do próprio governo de Israel.

Os ativistas foram detidos após a flotilha ser interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais na terça-feira e levada para um porto israelense.

A flotilha, que partiu do sul da Turquia, estava engajada em uma nova tentativa de ⁠levar ajuda humanitária para Gaza, enclave devastado pela guerra, após missões anteriores também serem interceptadas por Israel.

Os organizadores da ‌flotilha afirmam que seu objetivo é romper o bloqueio de Israel a Gaza por meio da entrega de assistência humanitária, algo que, segundo os órgãos de ajuda humanitária, ainda é escasso, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ‌entre Israel e o Hamas em vigor desde outubro de 2025, que ‌inclui garantias de aumento da ajuda.

Israel afirma que seu bloqueio naval a Gaza é legal.

CONFLITO 

Após a detenção ⁠dos ativistas, que, segundo os organizadores, somavam 430 pessoas, incluindo cidadãos da Itália e da Coreia do Sul, o ministro de Segurança Nacional de extrema-direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou um vídeo no X mostrando policiais forçando uma ativista a cair no chão após cantar "Palestina livre, livre".

O vídeo também mostra dezenas de ativistas detidos ajoelhados em filas com as mãos amarradas com lacres de plástico atrás das costas, no que parece ser uma instalação portuária israelense ao ar livre. ‌Ao fundo, soldados com armas longas podem ser vistos patrulhando a área a bordo de um navio militar.

"Eles vieram como ‌grandes heróis", diz Ben-Gvir no vídeo, ⁠enquanto passa pelos ativistas carregando ⁠uma grande bandeira israelense. "Olhe para eles agora. Veja como eles estão agora, não são heróis e não são nada."

A postura de Ben-Gvir ⁠atraiu fortes críticas até mesmo dentro do governo de coalizão de ‌Israel, com o ministro das Relações ‌Exteriores, Gideon Saar, retuitando o vídeo e acusando Ben-Gvir de prejudicar Israel.

"Você desfez esforços tremendos, profissionais e bem-sucedidos feitos por tantas pessoas -- de soldados da IDF a funcionários do Ministério das Relações Exteriores e muitos outros", escreveu Saar.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu defendeu o direito de Israel de interceptar a flotilha, mas disse que o tratamento ⁠dado por Ben-Gvir aos ativistas "não estava de acordo com os valores e as normas de Israel".

Netanyahu disse que havia instruído a deportação dos ativistas o mais rápido possível.

CRÍTICAS

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a conduta de Ben-Gvir com os ativistas da flotilha "inadmissível". A Itália já havia anteriormente anunciado que seus cidadãos estavam a bordo, incluindo um membro do Parlamento e um jornalista.

A Itália espera um pedido de desculpas de Israel ‌e convocará o embaixador israelense para explicações, disse Meloni em uma declaração incisiva, juntamente com seu ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani.

Cidadãos sul-coreanos também estavam entre os detidos pelas forças navais israelenses, disse o presidente Lee Jae Myung ⁠nesta quarta-feira, referindo-se às ações de Israel como "muito fora da linha".

"Qual é a base legal (para as prisões)? São águas territoriais israelenses?", questionou Lee.

"É terra israelense? Se houver conflito, eles podem apreender e deter embarcações de outros países?"

A Turquia condenou o que descreveu como abuso contra os ativistas e disse que estava trabalhando com outros países para garantir a libertação rápida e segura de cidadãos turcos e outros.

França, Canadá, Espanha, Portugal e Holanda convocaram os principais diplomatas israelenses em seus países por causa do tratamento dispensado aos membros da flotilha de Gaza.

A maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza foi desalojada, e muitos vivem atualmente em ruínas de casas bombardeadas ou barracas improvisadas em terrenos abertos, margens de estradas ou sobre os escombros de edifícios destruídos.

Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega a retenção de suprimentos para os residentes. O país mantém o controle de mais de 60% de Gaza desde o cessar-fogo apoiado pelos EUA em outubro, com o grupo militante Hamas controlando uma fatia do território ao longo da costa.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra