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UE retém parte de pagamento à agência UNRWA, mas aumenta ajuda aos palestinos

1 mar 2024 - 11h04
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A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira que reterá parte de um pagamento de 82 milhões de euros para a agência de refugiados palestinos da ONU (UNRWA), mas aumentará a ajuda geral aos palestinos em 68 milhões de euros este ano.

A UNRWA fornece ajuda e serviços básicos aos palestinos envolvidos na guerra em Gaza, mas entrou em crise depois que Israel alegou, em janeiro, que 12 dos 13.000 funcionários da agência no enclave estavam envolvidos no ataque do Hamas em 7 de outubro do ano passado.

Como muitos dos outros grandes doadores da agência, o órgão executivo da União Europeia revisou seu financiamento da UNRWA depois que Israel fez as alegações.

A Comissão disse em um comunicado nesta sexta-feira que pagará agora uma primeira parcela de 50 milhões de euros dos 82 milhões originalmente devidos no final de fevereiro.

A Comissão disse que pagará mais duas parcelas de 16 milhões de euros à medida que a UNRWA resolvesse as preocupações levantadas pelas acusações israelenses.

A UNRWA demitiu todos os funcionários acusados após as alegações. Mas muitos dos principais doadores, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e vários países da União Europeia, suspenderam os pagamentos à agência ou disseram que não aprovariam novos financiamentos até que o assunto fosse resolvido.

A agência disse que um total de 450 milhões de dólares em financiamento estava em risco e alertou que suas operações no Oriente Médio seriam "severamente comprometidas" a partir de março.

A Comissão Europeia é um dos maiores doadores da UNRWA e o chefe da agência, Philippe Lazzarini, disse no mês passado que o pagamento de 82 milhões de euros de Bruxelas era "absolutamente vital".

Lazzarini afirmou nesta sexta-feira que o desembolso iminente de 50 milhões de euros apoiará a UNRWA na prestação de "serviços essenciais e que salvam vidas" aos refugiados palestinos. Ele disse que a agência estava cooperando com uma revisão externa de seu trabalho.

"O desembolso total da contribuição da UE é fundamental para a capacidade da agência de manter suas operações em uma área muito volátil", declarou ele.

Em sua declaração, a Comissão disse que alocaria um adicional de 68 milhões de euros "para apoiar a população palestina em toda a região a ser implementado através de parceiros internacionais como a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho".

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