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Trump volta a apostar em solução rápida para guerra contra Irã

O presidente americano Donald Trump voltou a afirmar nesta quarta-feira (6) que existe a possibilidade de um acordo de paz com o Irã. "Tivemos discussões muito boas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo", disse Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

7 mai 2026 - 06h54
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O presidente americano ameaçou lançar novos bombardeios contra o Irã, de "uma intensidade muito maior que antes", caso não haja acordo. 

Para o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, Washington busca forçar a "rendição" de Teerã por meio de uma "nova estratégia" destinada a "destruir a coesão do país". 

Mas apesar das trocas de acusações entre os dois países, as negociações continuam. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaïl Baghai, afirmou que "o Irã ainda está examinando o plano e a proposta americanos". 

Na terça-feira (5), Trump já havia anunciado "progressos alcançados rumo a um acordo" e a suspensão da operação americana lançada para permitir que centenas de navios presos no Golfo atravessassem o Estreito de Ormuz. 

O lançamento da operação, na segunda-feira (4), foi acompanhado de confrontos no mar entre iranianos e americanos, além de ataques contra os Emirados Árabes Unidos atribuídos ao Irã, mas negados por Teerã. 

O regime iraniano também negou nesta quinta-feira qualquer envolvimento na explosão ocorrida em um navio cargueiro sul-coreano, o HMM Namu, que transitava pelo estreito na segunda-feira, segundo comunicado de sua embaixada em Seul. 

Teerã bloqueia a passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, que provocou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano. 

Washington mantém seu bloqueio aos portos iranianos, lançado em 13 de abril. O Pentágono anunciou na quarta-feira que um petroleiro iraniano que tentava forçar o bloqueio havia sido "neutralizado" por um disparo em seu leme. 

Macron condena ataques

O porta-aviões Charles de Gaulle em breve vai se posicionar na região do Golfo. A coalizão formada por Londres e Paris também se prepara para garantir a segurança do Estreito de Ormuz após um eventual acordo. 

Em mensagem publicada no X, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou ter conversado com o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, e "demonstrado sua forte preocupação com a escalada em curso". Macron também condenou os ataques injustificados contra infraestruturas civis dos Emirados e contra vários navios. 

Segundo ele, "a missão multinacional criada pela França e pelo Reino Unido pode ajudar a devolver a confiança aos armadores e às seguradoras". "Ela será, por natureza, distinta das partes em guerra. O pré-posicionamento do porta-aviões Charles de Gaulle se insere nesse contexto", afirmou. O presidente francês disse ainda que conversará com Trump sobre o assunto. 

O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif (à esquerda) se reúne com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Islamabad, no Paquistão, em 25 de abril de 2026.
O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif (à esquerda) se reúne com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Islamabad, no Paquistão, em 25 de abril de 2026.
Foto: RFI

Resolução na ONU 

Os EUA e os países do Golfo preparam uma resolução no Conselho de Segurança da ONU exigindo que Teerã interrompa os ataques, revele a localização de suas minas e se abstenha de impor pedágios à navegação, segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Uma votação deve ocorrer nos próximos dias. 

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país sediou negociações diretas até agora sem resultados entre o Irã e os Estados Unidos em 11 de abril, disse ter "grande esperança" de um acordo que leve a uma paz duradoura.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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