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Trump tenta adiar julgamento sobre documentos confidenciais

1 mar 2024 - 20h25
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O ex-presidente norte-americano Donald Trump foi a um tribunal da Flórida nesta sexta-feira para pedir a uma juíza que adie, até o auge da campanha presidencial, seu julgamento criminal sobre as acusações de que detinha documentos confidenciais ilegalmente.    Líder da corrida pela nomeação republicana para a eleição presidencial, ele observou enquanto seus advogados pediam à juíza distrital Aileen Cannon que o julgamento fosse adiado de 20 de maio para 12 de agosto, o que levaria o político ao tribunal semanas antes da eleição, marcada para 5 de novembro.    Procuradores federais afirmam que o julgamento deve começar em 8 de julho, uma semana antes da Convenção Republicana, que indicará o nome que concorrerá à Presidência, quando Trump deverá ser o escolhido. A juíza, que foi indicada por Trump ao cargo, não disse a data que será estabelecida.    O político tem tentado atrasar os julgamentos de todas as quatro acusações criminais enquanto faz campanha para retomar a Presidência.     Seus advogados também alegam que ele não pode ter um julgamento justo enquanto estiver concorrendo ao cargo de presidente.    "Nós continuamos acreditando muito que um julgamento que ocorra antes da eleição é um erro, e não deveria ocorrer", afirmou Todd Blanche, seu advogado, à magistrada.    Após a audiência, uma multidão de apoiadores do ex-presidente gritou seu nome e exibiu faixas enquanto seu comboio deixava a corte, localizada 209 quilômetros ao norte de Miami.    A estratégia de Trump de atrasar julgamentos tem produzido resultados.    Um julgamento deveria ter começado na segunda-feira sobre acusações federais de que Trump tentou ilegalmente anular sua derrota nas eleições de 2020 para o democrata Joe Biden, mas foi adiado indefinidamente enquanto a Suprema Corte dos EUA considera seu argumento de que ele não deveria ser processado por ações que tomou como presidente.    Trump apresentou um argumento semelhante de imunidade presidencial no caso dos documentos confidenciais.    Outro julgamento decorrente de suas tentativas de anular a eleição também está no limbo, pois um juiz da Geórgia considera se deve remover a promotora, que admitiu ter um caso amoroso com um advogado que contratou para o caso contra Trump e outros.    Até o momento, apenas um dos casos criminais pendentes de Trump deve ir a julgamento antes de novembro. Em 25 de março, será iniciada a seleção do júri em um tribunal estadual de Nova York, onde Trump enfrenta acusações de falsificação de registros comerciais para encobrir pagamentos ilegais a uma estrela pornô.    Trump pode obter a nomeação republicana antes disso e se cacifar para uma revanche eleitoral contra Biden.    Na ação da Flórida, Trump enfrenta acusações de que manteve ilegalmente informações confidenciais após deixar a Casa Branca em janeiro de 2021 e enganou autoridades que tentaram recuperá-las.   

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