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Trump receberá Netanyahu e Zelenskiy enquanto guerras na Ucrânia e no Irã chegam a fases críticas

28 jul 2026 - 08h17
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta terça-feira o ‌primeiro-ministro de Israel,  Benjamin Netanyahu, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em um momento em que as guerras no Irã e na Ucrânia se encontram em fases críticas e suas relações com os dois líderes são marcadamente diferentes.

As relações com Zelenskiy se aqueceram à medida que a Ucrânia conseguiu conter os avanços russos, enquanto Netanyahu chega em meio à crescente frustração da Casa Branca com a falta de progresso rumo a um acordo mais abrangente no conflito com o Irã e às ⁠críticas de alguns apoiadores de Trump que se opõem a um envolvimento mais profundo dos EUA no Oriente Médio.

Os dois estão em ‌Washington para participar de uma cerimônia em memória do senador Lindsey Graham, um republicano de linha-dura que era um dos aliados mais próximos de Trump e que frequentemente tentava convencer Trump a oferecer mais apoio à guerra da Ucrânia.

Zelenskiy afirmou que ‌a defesa antibalística e a cooperação estratégica com os EUA são a "prioridade ‌número um" para as reuniões com Trump e sua equipe, ao chegar a Washington.

"É preciso aproximar a paz", disse ⁠ele em uma postagem no X.

Tanto a guerra na Ucrânia quanto o conflito cada vez mais amplo no Oriente Médio estão em momentos críticos. Após o colapso do cessar-fogo na guerra com o Irã, Trump afirma ter suspendido os ataques aéreos dos EUA para dar outra chance à diplomacia. Zelenskiy, por sua vez, tem se animado com os recentes sucessos da Ucrânia.

Ainda assim, não há fim à vista para nenhum dos dois conflitos.

NETANYAHU BUSCA APOIO DE TRUMP PARA REELEIÇÃO

Netanyahu tem alternado entre aproximação e ‌distanciamento de Trump, que, em alguns momentos, teve que conter o líder israelense para que não atacasse alvos no Líbano na tentativa ‌de enfraquecer os militantes do Hezbollah, apoiados ⁠pelo Irã.

Uma ligação telefônica acalorada ⁠em junho, na qual o presidente chamou o primeiro-ministro de "louco pra caramba" — vazada inicialmente para a mídia e posteriormente confirmada publicamente pelo próprio ⁠Trump —, deixou à mostra as tensões entre os dois líderes.

Fontes a par do ‌assunto afirmaram que Netanyahu pretende obter ‌o apoio de Trump para sua campanha de reeleição antes da votação marcada para 27 de outubro.

Um encontro com Trump que demonstre o que tradicionalmente tem sido uma relação próxima entre os dois líderes poderia ajudar Netanyahu em seu país, onde ele enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião.

"Nestes tempos complexos, é preciso agir com grande determinação e grande ⁠sabedoria. Discutiremos todas as questões da agenda, principalmente o Irã", disse Netanyahu em uma declaração em vídeo ao partir para Washington.

"É claro que nosso objetivo é proteger nossa segurança e também ampliar o círculo de paz ao nosso redor."

Um funcionário da Casa Branca disse que Trump discutirá o conflito no Irã, bem como as tensões entre Israel e o Líbano, cujo presidente foi recebido por Trump na semana passada.

O funcionário disse que também ‌serão discutidos os Acordos de Abraão, a série de acordos que Trump mediou para normalizar as relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, Barein, Marrocos e Sudão.

Trump quer incluir a Arábia Saudita nos acordos e, na semana passada, condicionou ⁠um acordo de cooperação nuclear civil com o reino à adesão de Riad. Até o momento, Riad se recusou a aderir aos acordos sem um caminho para a criação de um Estado palestino.

"Bibi tem sido ótimo", disse Trump aos repórteres no avião presidencial Força Aérea Um enquanto voava para Michigan na segunda-feira, usando o apelido do líder israelense. "Ele foi um primeiro-ministro em tempo de guerra. Nos saímos muito bem juntos."

Zelenskiy e Trump entraram em conflito repetidamente nos primeiros meses do segundo mandato de Trump, mas as relações entre os dois melhoraram nos últimos meses, à medida que a Ucrânia obteve maior sucesso na guerra, inclusive com o aumento dos ataques à indústria petrolífera russa.

Espera-se que Zelenskiy tenha uma breve reunião privada com Trump na Casa Branca, provavelmente sem a presença de repórteres, disse uma fonte a par dos planos.Uma fonte ucraniana afirmou que os mísseis interceptadores Patriot são prioridade máxima. "Estamos sofrendo ataques todos os dias, por isso precisamos da aprovação de Trump e de sua equipe para podermos comprar mísseis para os Patriots. É uma prioridade máxima para salvar vidas", disse a fonte.

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