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Trump endurece regras de isenções na cadeia de suprimentos de defesa

20 jul 2026 - 17h13
(atualizado em 21/7/2026 às 03h38)
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O presidente dos Estados ‌Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto que dificulta, para empresas contratadas pelo setor de defesa dos EUA, a obtenção de isenções que lhes permitam comprar minerais essenciais e outros materiais da China e de outros fornecedores estrangeiros proibidos — a mais recente iniciativa do governo ⁠para reduzir a dependência de cadeias de suprimentos no exterior para a produção ‌de armas.

Pelas novas regras, empresas contratadas pelo setor de defesa terão que fazer muito mais do que simplesmente demonstrar que um fornecedor ‌chinês é a opção mais fácil ou ‌mais barata.

As empresas que solicitarem uma isenção precisarão comprovar que ⁠buscaram alternativas, explicar de onde vêm seus materiais e apresentar um plano para deixar de recorrer a fornecedores proibidos. As empresas poderão perder contratos se não provarem que estão fazendo o suficiente para se abastecer no mercado interno.

"Chega de 'não tentamos nada e estamos sem opções'", disse ‌a jornalistas o assessor da Casa Branca, Peter Navarro, durante coletiva antes ‌da divulgação do decreto.

A ⁠mudança nas regras ⁠surge em um momento em que o Pentágono pressiona empreiteiras de defesa como a ⁠Lockheed Martin e a Boeing a expandir ‌rapidamente a produção de armas, ‌ao mesmo tempo em que enfrenta vulnerabilidades persistentes nas cadeias de suprimentos que abastecem as Forças Armadas dos EUA.

Muitos minerais essenciais e materiais processados utilizados em mísseis, aeronaves e outros sistemas avançados ainda ⁠dependem de fornecedores chineses, deixando as empresas travadas entre a exigência de se afastar de Pequim e a necessidade de manter o fluxo de armas para as forças norte-americanas e seus aliados.

Além de tornar mais rigorosos os requisitos para ‌isenções, o decreto instrui o Pentágono a elaborar regras que exijam dos contratados que mapeiem as cadeias de suprimentos críticas de defesa, desde ⁠as matérias-primas até os produtos militares acabados.

As empresas serão obrigadas a identificar as origens dos minerais, componentes, softwares e outros insumos utilizados em sistemas de armas designados, ampliando a visibilidade do governo para além dos contratados principais, abrangendo também os fornecedores de níveis inferiores.

"Isso não é burocracia. É preparação para o campo de batalha", disse Navarro, argumentando que o Pentágono precisa saber se sistemas de mísseis ou outras plataformas militares dependem de fornecedores controlados por estrangeiros antes que um conflito comece.

O decreto também exige que os contratados avaliem os fornecedores quanto à participação estrangeira, vulnerabilidade financeira e riscos de fabricação, e substituam aqueles considerados não confiáveis.

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