Trump diz que Zelensky 'é mais difícil' do que Putin e defende eleições na Ucrânia
Presidente dos EUA declarou 'não ser fã' de líder de Kiev
Donald Trump afirmou que Volodymyr Zelensky é mais difícil de negociar do que Vladimir Putin e defendeu eleições na Ucrânia, alegando que o líder ucraniano resiste à paz. Apoiado pelo Kremlin, o republicano também apontou o ódio mútuo entre os líderes como entrave ao cessar-fogo. Em resposta, Zelensky criticou a falta de aviso sobre um recente pacto de diesel entre EUA e Rússia, reiterou o direito de defender a Ucrânia e confirmou que negociadores de ambos os países devem se reunir nos próximos dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender eleições na Ucrânia ao criticar seu homólogo no país, Volodymyr Zelensky, que seria "mais difícil de lidar" do que o líder russo, Vladimir Putin.
"Ele [Zelensky] não quer chegar a um acordo. Ele diz que quer, mas não quer. Não sou muito fã de Zelensky", afirmou Trump em declaração ao Newsmax na quinta-feira (15).
O americano atribuiu parte das dificuldades para chegar a um cessar-fogo entre os dois países devido à hostilidade pessoal entre os líderes russo e ucraniano.
"Como vocês sabem, Putin odeia Zelensky, e Zelensky odeia Putin. E, quando existe esse tipo de ódio, é muito difícil chegar a um acordo", disse.
Trump também levantou a possibilidade de novas eleições na Ucrânia, questionando se Zelensky "ainda conta com o apoio da população em meio à guerra", que segue em curso há mais de quatro anos.
"Acho que é preciso realizar eleições, porque ninguém me diz que o povo ucraniano está satisfeito em ter mísseis atingindo seus prédios residenciais", disse o mandatário de Washington.
O Kremlin comentou as declarações de Trump, com o qual "concorda completamente".
Zelensky "não quer assumir a responsabilidade [pela guerra] e seguir por um caminho rumo a uma solução pacífica" do conflito, frisou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Interfax.
Já o líder de Kiev, durante coletiva de imprensa no Conselho Europeu nesta sexta-feira (16), voltou a destacar que não foi informado sobre o pacto entre EUA e Rússia a respeito do diesel, anunciado por Trump no final de semana, acirrando a crise entre Washington e Kiev.
"O acordo entre a Rússia e os EUA sobre o diesel pegou todos de surpresa; deveríamos ter sido informados", rebateu o ucraniano, acrescentando que defende seu país e seu povo.
"Temos o direito de fazê-lo [defender a Ucrânia] e, em uma guerra, é muito importante preservar a própria dignidade", pontuou Zelensky, esclarecendo que haverá uma reunião entre negociadores de Washington e de Kiev nos próximos dias.
"O presidente [Trump] e eu sempre temos assuntos a discutir", concluiu.
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