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Trump diz que vai exigir que algumas vacinas infantis sejam divididas em cinco doses

18 set 2026 - 18h33
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Resumo
Donald Trump anunciou a intenção de exigir que fabricantes dividam certas vacinas infantis em cinco doses, alegando, sem evidências científicas, que a medida reduziria casos de autismo — tese já refutada pela ciência. A proposta reforça uma ordem executiva anterior para limitar o calendário vacinal e desmembrar imunizantes como o da tríplice viral, alinhando-se às ideias do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., apesar de essas doses individuais sequer serem licenciadas nos Estados Unidos.

O presidente dos ‌EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que seu governo planeja exigir que os fabricantes de vacinas dividam certas vacinas infantis em cinco doses separadas, o que, segundo ⁠ele, resultará em uma redução maciça do ‌autismo — uma ideia repetidamente refutada por cientistas.

Trump não apresentou nenhuma evidência científica ‌que relacione vacinas e ‌autismo. Tampouco especificou quais vacinas o ⁠governo planeja dividir em doses menores.

"Vamos recomendar que sejam aplicadas cinco doses... e que sejam administradas em intervalos de seis meses, para que uma pequena quantidade ‌da vacina seja injetada no corpo", disse ‌Trump, falando ⁠em um ⁠evento no Salão Oval.

Trump já havia assinado, em ⁠agosto, um ‌decreto exigindo a ‌redução do número de vacinas infantis, limitando o calendário de vacinação a 11 imunizações — o que, segundo ele, daria ⁠às crianças norte-americanas proteção "padrão-ouro" e alinharia o país a nações semelhantes que recomendam menos doses.

 Esse decreto determinava que os norte-americanos recebessem vacinas ‌separadas contra sarampo, caxumba e rubéola, embora nenhuma dessas vacinas individuais seja licenciada ⁠nos Estados Unidos e especialistas afirmem que pode levar anos até que alguma delas se torne disponível, se é que isso algum dia acontecerá.

O decreto promove um objetivo de longa data do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., um ativista antivacina que vem promovendo uma suposta ligação entre vacinas e autismo — algo que os cientistas já refutaram repetidamente.

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