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Trump diz ao Irã para fazer acordo nuclear ou próximo ataque será "muito pior"

28 jan 2026 - 09h33
(atualizado às 11h27)
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O presidente dos EUA, Donald Trump, fez apelo ao Irã nesta quarta-feira a sentar-se à mesa de negociações e chegar a um acordo sobre armas nucleares, caso contrário, ‌o próximo ataque norte-americano será muito pior.

"Espero que o Irã 'sente-se à mesa' rapidamente e ‌negocie um acordo justo e equitativo - SEM ARMAS NUCLEARES - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial!", escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.

O presidente republicano dos EUA, que durante ‍seu primeiro mandato na Casa Branca retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com Teerã, observou que seu último aviso ao Irã foi seguido por um ataque militar em junho.

"O próximo ataque será muito pior! ‌Não deixem isso acontecer novamente", escreveu Trump. Ele também ‌reiterou que uma "armada" norte-americana está a caminho da República Islâmica.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que não havia entrado em contato com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, nos últimos dias, nem solicitado negociações, informou a mídia estatal na quarta-feira.

Trump afirmou que uma força naval dos EUA, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, estava se aproximando do Irã. Duas autoridades norte-americanas disseram à Reuters na segunda-feira que o Lincoln e navios de guerra de apoio já haviam chegado ao Oriente Médio.

Os navios de guerra começaram a se deslocar da região da Ásia-Pacífico na semana passada, em meio ao aumento das tensões entre EUA e Irã após a violenta repressão aos protestos em todo o Irã pelas autoridades religiosas nas últimas semanas.

Trump ameaçou repetidamente intervir caso o Irã continuasse a matar manifestantes, mas os protestos no país contra as dificuldades ‌econômicas e a repressão política diminuíram desde então.

Ele afirmou que os Estados Unidos agiriam se Teerã retomasse seu programa nuclear após os ataques aéreos de junho realizados por forças israelenses e norte-americanas contra importantes instalações nucleares.

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