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Tribunal de Milão confirma que noivo que matou grávida na Itália premeditou crime

Assassino, que cumpre prisão perpétua, ficará 3 meses no isolamento diurno

26 out 2026 - 12h20
(atualizado às 12h58)
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Resumo
O Tribunal de Apelação de Milão confirmou a premeditação no assassinato de Giulia Tramontano, grávida de sete meses, morta em 2023 com 37 facadas pelo noivo, Alessandro Impagnatiello. O crime ocorreu após a vítima descobrir uma traição; o réu ainda tentou queimar e ocultar o cadáver. Já condenado à prisão perpétua por homicídio multiagravado, aborto não consentido e ocultação de cadáver, Impagnatiello agora também terá de cumprir três meses de isolamento diurno após a decisão da corte italiana.

O Tribunal de Apelação de Milão, na Itália, reconheceu, nesta segunda-feira (26), o agravante de premeditação no caso de Alessandro Impagnatiello, condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua noiva, Giulia Tramontano, que estava grávida de sete meses, em 2023.

Impagnatiello cumpre prisão perpétua em Pavia desde 2024
Impagnatiello cumpre prisão perpétua em Pavia desde 2024
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O órgão foi incumbido de reavaliar esse agravante, que havia sido excluído na decisão recursal anterior ? seguindo uma determinação da Corte de Cassação.

Impagnatiello já foi condenado à prisão perpétua e encontra-se atualmente detido em Pavia, na Lombardia.

Ao reconhecer que o assassino premeditou o crime, ele deverá cumprir "três meses de isolamento diurno", além da pena de prisão perpétua, já em curso.

Após a leitura do veredito, os familiares da vítima aplaudiram no tribunal. Houve abraços entre a mãe, a irmã e o irmão de Giulia e o advogado deles, Nicodemo Gentile.

A fundamentação do veredito será apresentada no prazo de 45 dias.

Em maio de 2023, Impagnatiello matou Giulia, de 29 anos, com 37 facadas, incluindo duas fatais no pescoço, ao final de uma discussão iniciada após a jovem ter descoberto que seu parceiro mantinha um relacionamento extraconjugal com uma colega de trabalho.

Depois de cometer o crime, o assassino tentou queimar duas vezes o corpo da noiva, grávida de sete meses, na banheira de casa, mas sem sucesso. Não satisfeito, ele transportou e escondeu o cadáver em um terreno baldio. Depois de ter sido descoberto, o ex-barman confessou o crime várias vezes de forma lúcida e fria.

Ele foi condenado à prisão perpétua em novembro de 2024 por homicídio voluntário multiagravado, interrupção não consentida de gravidez e ocultação de cadáver. 

Ansa - Brasil
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