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Suíça alerta para ataques cibernéticos e desinformação antes de cúpula sobre paz na Ucrânia

10 jun 2024 - 09h03
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A Suíça tem registrado um aumento nos ataques cibernéticos e na desinformação durante a preparação para uma cúpula neste fim de semana que visa criar um caminho para a paz na Ucrânia, disse o governo suíço nesta segunda-feira.

Noventa Estados e organizações se registraram para participar das discussões que serão realizadas em um resort perto da cidade de Lucerna, de 15 a 16 de junho, cerca de metade deles da América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio, afirmou a Suíça.

A Rússia não foi convidada, mas o governo suíço disse que as conversas tinham como objetivo "definir conjuntamente um roteiro" sobre como envolver tanto a Rússia quanto a Ucrânia em um futuro processo de paz.

A presidente da Suíça, Viola Amherd, disse em uma coletiva de imprensa que os ataques cibernéticos aumentaram nas últimas semanas e foi questionada sobre como seu governo está lidando com os ataques pessoais contra ela na imprensa russa que têm sido divulgados na Suíça.

"Não convocamos o embaixador", declarou ela. "É assim que eu preferi, porque a campanha de desinformação é tão extrema que se pode ver que pouco dela reflete a realidade."

O ministro das Relações Exteriores suíço, Ignazio Cassis, disse que há um claro "interesse" em abalar as negociações, mas evitou dizer quem está por trás dos ataques quando perguntado sobre o envolvimento da Rússia.

A Suíça concordou em sediar a cúpula a pedido do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e tem tentado angariar apoio entre os países que têm melhores relações com Moscou.

A Rússia tem descartado a cúpula como uma perda de tempo. O país não foi convidado a participar, segundo a Suíça, porque sinalizou que não tinha interesse em participar. Cassis reiterou, porém, que a Rússia deve fazer parte do processo de paz.

A ausência russa tem incentivado poderosos aliados de Moscou, como a China, a dizer que não há sentido em negociações de paz a menos que a Rússia e a Ucrânia participem. Isso tem reduzido as expectativas de qualquer tipo de avanço importante na Suíça.

A cúpula no resort de Buergenstock deve discutir temas de interesse internacional, como a necessidade de segurança nuclear e alimentar, liberdade de navegação, bem como questões humanitárias, como a troca de prisioneiros de guerra, disse Cassis.

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