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Seul pede para Rússia 'interromper' cooperação com Pyongyang

Coreia do Sul convocou embaixador de Moscou no país

21 jun 2024 - 12h09
(atualizado às 12h24)
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A Coreia do Sul solicitou nesta sexta-feira (21) que a Rússia "interrompa imediatamente" a sua cooperação militar com a Coreia do Norte e passe a agir de "forma responsável".

    O pedido foi realizado pelo primeiro vice-ministro das Relações Exteriores, Kim Hong-kyun, em uma reunião com Georgy Zinoviev, embaixador russo em Seul, que foi convocado pelas autoridades sul-coreanas.

    A conversa foi sobre os acordos de assistência assinados entre Moscou e Pyongyang durante a visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao país asiático, que prevê ajuda recíproca caso uma das duas nações sofra uma agressão externa.

    De acordo com a agência Tass, o embaixador declarou ao longo da cúpula com os sul-coreanos que as "tentativas de ameaçar e chantagear a Rússia são inaceitáveis".

    Além de Seul, os Estados Unidos e o Japão condenaram os acordos assinados por russos e norte-coreanos, liderados pelo ditador Kim Jong-un. O trio considera que o pacto é uma séria ameaça à paz e à segurança da região.

    O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Tae-yul, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, para discutir como responder ao resultado da cúpula entre Putin e Kim.

    "Rússia e Coreia do Norte representam dois dos regimes mais implacáveis, mais isolados e mais sancionados. Ambos ignoram o direito internacional e as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, representam uma ameaça à estabilidade regional e minam a segurança global, bem como reprimem suas próprias populações. Os laços cada vez mais estreitos da Rússia com a Coreia do Norte refletem o crescente isolamento e desespero de Putin", disse um porta-voz da Comissão Europeia.

    Enquanto isso, o mandatário russo afirmou que a nação planeja continuar a desenvolver armas nucleares "como garantia de dissuasão estratégica e equilíbrio de poder no mundo".

    Ele também não descartou a ideia de aumentar o fornecimento de armas "modernas" às tropas russas na frente de batalha em Kiev, como sistemas aéreos não tripulados de diferentes tipos e veículos blindados. .

Ansa - Brasil   
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