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Rússia inicia segunda fase de exercícios com armas nucleares táticas com Belarus

11 jun 2024 - 08h48
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A Rússia anunciou nesta terça-feira que suas tropas iniciaram o segundo estágio de exercícios para praticar a prontidão de armas nucleares táticas ao lado das tropas bielorrussas, após o que Moscou disse serem ameaças das potências ocidentais.

A Rússia afirma que os Estados Unidos e seus aliados europeus estão empurrando o mundo para a beira de um confronto nuclear ao dar à Ucrânia armas no valor de bilhões de dólares, algumas das quais estão sendo usadas contra o território russo.

Desde o envio de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, o presidente Vladimir Putin tem dito repetidamente que a Rússia poderia usar armas nucleares para se defender em situações extremas, comentários que o Ocidente tem descartado como bravata.

No mês passado, a Rússia vinculou explicitamente os exercícios nucleares ordenados por Putin ao que disse serem "declarações provocativas e ameaças de certas autoridades ocidentais contra a Federação Russa".

No primeiro estágio dos exercícios, as tropas russas treinaram como armar e lançar mísseis Iskander, enquanto a Força Aérea treinou como armar mísseis hipersônicos Kinzhal.

A segunda etapa, anunciada na terça-feira, envolveu o treinamento conjunto de unidades russas e bielorrussas "para o uso em combate de armas nucleares não estratégicas", informou o Ministério da Defesa.

"A situação no continente europeu é bastante tensa, provocada todos os dias por novas decisões e ações de capitais europeias hostis à Rússia e, acima de tudo, por Washington", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, quando perguntado sobre os exercícios.

"Portanto, é claro que esses exercícios e a manutenção da prontidão de combate são muito importantes para nós."

Em imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa, um sistema de mísseis Iskander foi mostrado sendo conduzido em um campo e os mísseis foram levantados. Também foram mostrados interceptadores supersônicos MiG-31 carregando mísseis Kinzhal e bombardeiros supersônicos de longo alcance Tupolev Tu-22M3.

Putin disse na sexta-feira que a Rússia não precisa usar armas nucleares para garantir a vitória na Ucrânia, o sinal mais forte do Kremlin até o momento de que o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial não se transformará em uma guerra nuclear.

Putin também disse que não descartava mudanças na doutrina nuclear russa, que estabelece as condições sob as quais essas armas poderiam ser usadas.

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