Príncipe Harry é processado por antiga instituição de caridade Sentebale, mostra registro judicial
Uma instituição de caridade cofundada pelo príncipe Harry em homenagem à sua falecida mãe, a princesa Diana, da qual ele saiu após uma disputa de grande repercussão, está processando o membro da realeza britânica por difamação no Tribunal Superior de Londres, mostrou um registro do tribunal nesta sexta-feira.
Filho mais novo do rei Charles, Harry cofundou a Sentebale em 2006 para ajudar jovens com HIV e AIDS em Lesoto e Botsuana, mas renunciou ao cargo de patrono em março de 2025 após um desentendimento público com a presidente do conselho, Sophie Chandauka.
De acordo com um registro tornado público nesta sexta-feira, a Sentebale entrou com uma ação por difamação no mês passado no Tribunal Superior contra Harry e um de seus amigos íntimos, Mark Dyer, que também era curador da instituição de caridade.
Não havia detalhes sobre o processo. Nem o porta-voz de Harry nem a instituição de caridade responderam imediatamente a um pedido de comentário.
O cofundador da instituição de caridade, príncipe Seeiso de Lesoto, e o conselho de administração uniram-se a Harry para deixar a Sentebale ("não-me-esqueça" no idioma local de Lesoto, no sul da África), que ele ajudou a criar nove anos após a morte de Diana em um acidente de carro em Paris.
O príncipe de 41 anos classificou o rompimento do relacionamento com Chandauka como devastador. A presidente formalizou uma denúncia ao órgão regulador de caridade do Reino Unido contra ele e os curadores por suposta intimidação e assédio.
Após uma análise, a Comissão de Caridade informou que não encontrou evidência de intimidação, mas disse que houve uma governança fraca e criticou todas as partes por permitirem que uma disputa interna se tornasse pública.