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Polícia russa se mobiliza em peso para enterro de Alexei Navalny em Moscou

1 mar 2024 - 08h16
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A polícia se posicionou perto da igreja onde o político da oposição russa Alexei Navalny será enterrado em Moscou nesta sexta-feira, quando seus apoiadores estimaram que mais de 1.000 pessoas se reuniram para se despedir dele.

Navalny, o mais feroz crítico do presidente Vladimir Putin dentro da Rússia, morreu aos 47 anos em uma colônia penal no Ártico em 16 de fevereiro, provocando acusações de seus partidários de que ele foi assassinado. O Kremlin negou qualquer envolvimento do Estado em sua morte.

A tensão estava alta antes do funeral porque as autoridades classificam os apoiadores dele como desordeiros apoiados pelos Estados Unidos para fomentar a revolução. Reuniões anteriores de seus apoiadores foram interrompidas pela força.

Na manhã de sexta-feira, a igreja, um imponente edifício com cúpula branca em um subúrbio do sudeste de Moscou, foi cercada por barreiras de metal e dezenas de veículos policiais estavam estacionados nas proximidades.

Pessoas em luto fizeram uma fila ordenada enquanto aguardavam o início da cerimônia.

"Estamos todos juntos aqui. Ninguém tem medo", disse um homem, que não revelou seu nome, a um repórter do jornal independente Novaya Gazeta. "Estou aqui para apoiar sua família e mostrar que eles não estão sozinhos."

Segurando flores vermelhas, outro homem, que afirmou ter 73 anos, disse que sentiu a morte de Navalny como uma perda pessoal e que o admirava por sua falta de medo e por falar francamente.

Outra mulher que estava na fila disse que Navalny era seu herói, enquanto um jovem próximo saudou o falecido político da oposição como "um símbolo de resistência" e disse que estava lá para mostrar que nem todos na Rússia apoiam as autoridades.

Cerca de uma hora e meia antes do início da cerimônia, seus aliados disseram que mais de 1.000 pessoas haviam se reunido perto da igreja para se despedir dele. A Reuters não conseguiu verificar esse número de forma independente.

O enterro está programado para acontecer no cemitério Borisovskoye, a cerca de 2,5 km de distância, do outro lado do rio Moskva. O cemitério foi isolado com barreiras de proteção na manhã de sexta-feira.

O Kremlin disse que qualquer reunião não autorizada em apoio a Navalny violaria a lei.

"Apenas um lembrete de que temos uma lei que deve ser seguida. Quaisquer reuniões não autorizadas estarão violando a lei, e aqueles que participarem delas serão responsabilizados - novamente, de acordo com a lei atual", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Ele se recusou a fazer qualquer avaliação de Navalny como figura política e disse que não tinha nada a dizer à família de Navalny.

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