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Polícia espanhola lança operação para retirar imigrantes da praia de Ceuta

18 set 2026 - 09h31
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Resumo
A polícia de choque espanhola usou balas de borracha e cassetetes para conter tumultos durante uma operação para retirar milhares de imigrantes acampados nas praias de Ceuta. A ação visa transferir parte do contingente para novos abrigos temporários no porto, com capacidade para 1.700 pessoas. Contudo, ONGs denunciam a lentidão estatal e a insuficiência de vagas, alertando que cerca de 4.000 imigrantes continuam desabrigados após a recente onda de chegadas em massa a partir do Marrocos.

A polícia de choque espanhola disparou ‌balas de borracha para o ar e agrediu pessoas com cassetetes na sexta-feira, ao iniciar uma operação para retirar milhares de imigrantes das praias do enclave norte-africano de Ceuta e transferir alguns deles para alojamentos temporários.

A Espanha estima que 10 mil imigrantes permaneçam no ⁠pequeno território. Mais de 72 mil cruzaram a fronteira vindo de ‌Marrocos no final de julho, em uma onda de chegadas sem precedentes, embora a maioria tenha partido posteriormente.

Autoridades construíram novos alojamentos ‌temporários dentro do porto do enclave para ‌abrigar 1.700 pessoas. ONGs afirmam que milhares continuam sem moradia ⁠e têm dormido ao relento em acampamentos.

A operação para esvaziar as praias começou na sexta-feira, pouco antes das 7h, horário local, e contou com a participação da polícia de choque e das Forças Armadas espanholas.

Imigrantes que passaram a noite esperando na praia na esperança de ‌conseguir uma vaga no abrigo temporário inicialmente aplaudiram quando a marcha ‌começou, mas depois surgiram ⁠confusões enquanto disputavam ⁠o número limitado de vagas disponíveis.

Imagens da emissora estatal TVE mostraram aglomeração e ⁠empurrões enquanto as pessoas lutavam ‌para entrar na rota ‌designada. A polícia disparou balas de borracha para o ar e atingiu vários imigrantes com cassetetes antes que a situação se acalmasse e a operação fosse retomada.

Imagens posteriores mostraram principalmente homens ⁠adultos carregando seus pertences, caminhando em pequenos grupos sob escolta policial ao longo de um trajeto de pouco mais de 1 km da praia de El Trampolín até o porto.

A grande maioria dos imigrantes é de homens e meninos. ‌Alojamentos temporários foram construídos apenas para homens adultos, de modo que os menores estão sendo separados e acomodados em locais distintos.

Três ⁠líderes de ONGs disseram à Reuters que as autoridades demoraram demais para fornecer aos imigrantes o abrigo mínimo exigido pelo pacto europeu de migração e que os centros de acolhimento abertos até o momento não tinham capacidade para acomodar aqueles que ainda dormiam nas ruas.

Uma ONG estimou que cerca de 4.000 miigrantes permaneciam ao ar livre nas praias e calçadas de Ceuta, o que significa que o novo centro não seria suficiente para desocupar os acampamentos improvisados em áreas públicas. Dois líderes de ONGs afirmaram que as autoridades provavelmente esperam que a maioria dos imigrantes retorne voluntariamente ao Marrocos.

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