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Peru vai aderir à coalizão antidrogas dos EUA após visita de Rubio

10 set 2026 - 15h01
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Resumo
Após visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a presidente Keiko Fujimori anunciou a adesão do Peru à coalizão antidrogas "Escudo das Américas". A medida visa combater o crime transnacional via inteligência conjunta e aprofunda os laços bilaterais de segurança e comércio. O movimento reflete o interesse estratégico de Washington em conter o avanço chinês na região e se soma a recentes acordos de defesa, incluindo a designação do Peru como aliado extra-Otan e aportes militares.

O Peru passará a integrar ‌a coalizão "Escudo das Américas", liderada pelos Estados Unidos, contra os cartéis de drogas, afirmou a presidente Keiko Fujimori nesta quinta-feira, após conversas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Lima, estreitando os laços de segurança com Washington logo no início ⁠de sua Presidência.

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, visita o Peru
  10 de setembro de 2026    REUTERS/Sebastián Castaneda
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, visita o Peru 10 de setembro de 2026 REUTERS/Sebastián Castaneda
Foto: Reuters

O Ministério das Relações Exteriores do Peru já ‌havia sinalizado essa iniciativa nos últimos meses como parte de um esforço mais amplo para fortalecer a segurança nas fronteiras e ‌a coordenação no combate ao crime ‌transnacional.

Fujimori disse aos repórteres que a participação do Peru ⁠na coalizão vai ajudar a agilizar o compartilhamento de informações de inteligência e reforçar a ação conjunta contra grupos criminosos que atuam além das fronteiras.

Rubio, ao saudar a decisão, afirmou que a iniciativa visa "proteger a região" de organizações que ameaçam a soberania dos ‌países em todo o hemisfério, de acordo com declarações feitas durante ‌a coletiva conjunta.

A ⁠visita de Rubio, ⁠a viagem de mais alto nível dos EUA ao Peru desde que ⁠o presidente Donald Trump reassumiu ‌o cargo, ocorre em ‌um momento em que Washington busca laços mais estreitos nas áreas de segurança e comércio com governos conservadores na América Latina, ao mesmo tempo em que tenta conter a influência ⁠da China nos setores de mineração e infraestrutura.

O Peru é o terceiro maior produtor mundial de cobre, o que confere à relação um peso estratégico adicional para ambos os governos.

Os dois países já tomaram medidas para ‌aprofundar os laços de defesa. Em janeiro, os Estados Unidos designaram o Peru como um importante aliado não pertencente à Otan, ⁠e o Departamento de Estado aprovou uma possível venda militar ao exterior no valor de US$1,5 bilhão para trabalhos de projeto e construção na base naval de Callao, principal centro naval do Peru, próximo a Lima.

A parada no Peru encerrou a viagem de Rubio por três países da América do Sul nesta semana, após visitas à Colômbia e ao Equador, com foco no combate ao narcotráfico, na imigração e no comércio.

Em Lima, as autoridades também discutiram o apoio dos EUA aos preparativos do Peru para uma possível emergência relacionada ao El Niño, disse Fujimori.

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