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Parlamento pode votar Brexit na semana que vem, diz ministro

Segundo Philip Hammond, da pasta de Finanças, movimento dependerá do progresso que for feito por Theresa May nos próximos dias

21 fev 2019
09h06
atualizado às 12h02
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É possível que os parlamentares britânicos votem um acordo revisado sobre a separação do Reino Unido da União Europeia já na próxima semana, já que os negociadores em Bruxelas estão se apressando para obter mudanças de última hora em um pacto que evitaria uma saída desordenada da UE.

A menos que a primeira-ministra, Theresa May, consiga um acordo para o Brexit que o Parlamento britânico aprove, terá que decidir se adia a desfiliação ou lança a quinta maior economia no caos saindo sem um acordo no dia 29 de março.

Philip Hammond do lado de fora da residência oficial da primeira-ministra britânica em Londres
19/02/2019 REUTERS/Peter Nicholls
Philip Hammond do lado de fora da residência oficial da primeira-ministra britânica em Londres 19/02/2019 REUTERS/Peter Nicholls
Foto: Reuters

Quando indagado sobre o que acontecerá na semana que vem, o ministro das Finanças, Philip Hammond, respondeu: "Pode haver uma oportunidade de devolver uma votação à Câmara dos Comuns - pode haver uma oportunidade, mas isso dependerá do progresso que for feito nos próximos dias".

May, antes uma apoiadora relutante da filiação à UE que conquistou seu cargo atual no tumulto político que se seguiu ao referendo de 2016, prometeu dar aos parlamentares uma chance de decidir o que fazer a respeito do Brexit em 27 de fevereiro, a menos que consiga voltar com um acordo.

Ela pressionou por "mudanças legalmente vinculantes" em conversas com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, na quarta-feira. A premiê quer evitar que um "backstop" na fronteira irlandesa prenda o Reino Unido indefinidamente às regras da UE.

No dia 15 de janeiro os parlamentares rejeitaram seu pacto por 432 votos a 202, a pior derrota na história moderna do Parlamento britânico, em grande parte por causa do backstop irlandês, que almeja evitar novos distúrbios na Irlanda do Norte.

Com a aproximação do prazo de 29 de março, a data estabelecida por lei para o Brexit, Londres está travada em sua maior crise política em meio século enquanto tenta resolver como, ou até mesmo se, deixará o projeto europeu ao qual se filiou em 1973.

Juncker disse estar pessimista com as chances de o Reino Unido deixar a UE com um acordo e alertou que não acertar uma saída ordeira seria economicamente devastador.

"Se nenhum acordo acontecesse, e não posso excluir isso, isso teria consequências econômicas e sociais terríveis no Reino Unido e no continente", afirmou. "Mas não estou muito otimista quando se trata deste tema."

Hammond disse que as conversas de May com Juncker foram "boas e construtivas" e que os dois lados estão debatendo dar algumas garantias de que o backstop pode ser só um "arranjo temporário".

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