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Papa Leão diz que votou nas eleições dos EUA porque tem "orgulho de ser norte-americano"

6 nov 2026 - 16h44
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Resumo
Em um ato histórico, o papa Leão, primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, votou por correspondência nas eleições de meio de mandato do país. Durante viagem à América do Sul, o líder católico declarou ter orgulho de sua nacionalidade e do cumprimento de seu dever cívico ao participar do processo democrático, rompendo a tradição de abstenção de seus antecessores. Apesar do voto, o pontífice evitou comentar os resultados do pleito, mantendo a habitual discrição política do Vaticano.

O papa Leão afirmou nesta sexta-feira que decidiu votar por correspondência nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos -- uma iniciativa histórica para um líder da Igreja Católica -- porque ⁠se orgulha de ser cidadão norte-americano e queria ‌cumprir seu dever cívico.

"Tenho orgulho de ser norte-americano e de exercer esse direito", disse Leão, ‌o primeiro papa nascido nos ‌Estados Unidos, a um jornalista a bordo ⁠de seu voo durante voo de Roma para o Uruguai, onde dará início a uma viagem de 12 dias pela América do Sul.

Leão, nascido em Chicago como Robert Prevost, é provavelmente o primeiro ‌papa a votar em uma eleição secular enquanto ‌ocupa o pontificado. ⁠Líderes católicos ⁠anteriores, incluindo o papa Francisco, predecessor de Leão que era ⁠originário da Argentina, ‌haviam se abstido de ‌votar.

Autoridades locais do condado de Will, ao sul de Chicago, confirmaram na semana passada que Leão solicitou uma cédula eleitoral por correspondência ⁠para as eleições de meio de mandato. O Vaticano afirmou, em 30 de outubro, que o papa acreditava "no direito e no dever dos cidadãos de participar dos ‌processos democráticos".

Questionado por um jornalista sobre sua opinião a respeito dos resultados das eleições no Texas, onde ⁠os democratas conquistaram o cargo de governador e uma cadeira no Senado dos EUA como parte de uma onda democrata espalhada pelos EUA, Leão disse que não tinha comentários a fazer.

O papa, líder da Igreja que conta com 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo, costuma evitar declarações abertamente políticas. Leão, no entanto, despertou no passado a ira do presidente dos EUA, Donald Trump, ao criticar duramente a guerra contra o Irã.

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