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Papa Leão condena pena de morte enquanto Trump pondera execução transmitida ao vivo

10 out 2026 - 14h08
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Resumo
O papa Leão 14 condenou a pena de morte, classificando-a como inadmissível, dias após o Pentágono anunciar a inédita transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em 2009. A proposta, defendida pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, gerou forte oposição de líderes religiosos e parlamentares. O presidente Donald Trump ainda avalia se autorizará a exibição, enquanto o vice JD Vance manifestou ceticismo em meio a crescentes debates sobre a pena capital nos EUA.

O papa Leão 14 ‌renovou sua condenação à pena de morte, neste sábado, afirmando que ela viola a santidade da vida humana e priva as pessoas da chance de redenção, dias depois de o Pentágono anunciar que planeja transmitir ⁠ao vivo uma execução.

As Forças Armadas dos EUA transmitirão ‌ao vivo execução por fuzilamento de um atirador que matou 13 pessoas na base militar de ‌Fort Hood em 2009, afirmou o ‌secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quinta-feira, no ⁠que seria uma transmissão sem precedentes de uma execução nos EUA.

"O bem comum pode ser salvaguardado e os requisitos da justiça podem ser atendidos sem recorrer à pena capital", afirmou Leão, o primeiro papa dos ‌Estados Unidos, em uma postagem nas redes sociais, sem ‌mencionar o plano ⁠do Pentágono.

"A ⁠pena de morte é inadmissível porque constitui um ataque à inviolabilidade ⁠e à dignidade ‌da pessoa", acrescentou ele ‌na mensagem publicada no Dia Mundial contra a Pena de Morte.

Nidal Hasan, um ex-psiquiatra do Exército, deve se tornar a primeira pessoa a ser ⁠executada por um pelotão de fuzilamento pelas Forças Armadas dos EUA desde 1945.

O plano de transmissão ao vivo, defendido por Hegseth, gerou oposição de parlamentares, inclusive dos colegas republicanos do ‌presidente Donald Trump, de líderes religiosos e de observadores internacionais.

O próprio Trump afirmou que ainda não decidiu ⁠se permitirá a transmissão ao vivo, enquanto o vice-presidente JD Vance, que é católico, expressou ceticismo quanto à possibilidade de o Pentágono prosseguir com a transmissão ao vivo da execução marcada para 3 de dezembro.

Vance também disse que não assistiria à transmissão ao vivo caso ela ocorresse.

O plano de execução surge em meio a um debate acirrado nos EUA sobre a pena de morte, após uma injeção letal mal executada em uma mulher do Tennessee na semana passada.

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