Papa defende modelos de desenvolvimento mais humanos e sustentáveis
Leão XIV se reuniu com bispos e representantes das Américas
Durante o encontro "Fratelli Tutti" no Vaticano, com bispos e líderes das Américas, o papa Leão XIV defendeu a união entre o Norte e o Sul Global por modelos de desenvolvimento mais humanos, sustentáveis e solidários. O pontífice ressaltou a importância de proteger os marginalizados e pediu diálogo entre ciência, cultura e política, incentivando uma cultura de negociação voltada ao bem comum acima de interesses particulares, superando divergências regionais.
Em um encontro com bispos e representantes das Américas no Vaticano, o papa Leão XIV destacou neste sábado (12) a necessidade de que o Norte e o Sul Global trabalhem juntos por modelos de desenvolvimento mais humanos, sustentáveis e solidários.
O evento, que recebeu o nome de "Fratelli Tutti: Diálogo Socioambiental Norte-Sul", foi promovido pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), em conjunto com a Pontifícia Comissão para a América Latina.
"A presença de vocês expressa o desejo de continuar um diálogo que possa traduzir-se numa caminhada rumo a modelos de desenvolvimento mais humanos, sustentáveis e solidários, capazes de salvaguardar a dignidade de cada pessoa e de prestar especial atenção àqueles que correm o risco de ficar à margem", disse o líder da Igreja Católica.
A audiência contou com a presença de cerca de 60 pessoas, entre bispos, representantes de organismos internacionais, bancos de cooperação regional, do mundo empresarial e de fundações, além de membros de sindicatos e de redes eclesiais e universitárias de todas as Américas.
"Deixem-se desafiar pelos sinais dos tempos e acolham as contribuições das ciências, das culturas e das experiências humanas para discernir os possíveis caminhos a seguir. A negociação faz parte deste compromisso e insere-se numa 'política melhor', capaz de buscar o bem comum acima dos interesses particulares", afirmou o Papa.
Robert Francis Prevost também pediu aos participantes do encontro que cultivem uma "saudável 'cultura da negociação', capaz de abrir caminhos onde as diferenças parecem impedir qualquer possibilidade de encontro". .
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