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Otan diz estar pronta para responder ponderadamente a suposta violação russa de pacto nuclear

2 ago 2019
10h32
atualizado às 11h23
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A Otan acordou medidas para impedir a Rússia de lançar um novo míssil de médio alcance capaz de instaurar um ataque nuclear na Europa, informou a aliança militar nesta sexta-feira, alegando que sua resposta seria ponderada e envolveria apenas armas convencionais.

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, dá entrevista à imprensa nesta sexta-feira
02/08/2019
REUTERS/Francois Walschaerts
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, dá entrevista à imprensa nesta sexta-feira 02/08/2019 REUTERS/Francois Walschaerts
Foto: Reuters

Os Estados Unidos se retiraram formalmente de um pacto da época de Guerra Fria com a Rússia nesta sexta-feira após determinarem que Moscou violava o tratado e não tinha planos de se comprometer.

"A Rússia é a única responsável pelo fim do tratado", disseram os aliados da Otan, referindo-se ao Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que manteve armas nucleares fora da Europa e evitou ataques de curto prazo.

Liderada pelos EUA, a aliança alega que a Rússia violou os termos do pacto de 1987, que proíbe mísseis terrestres de médio alcance na Europa, e desenvolveu o Novator 9M729, míssil com capacidade nuclear também conhecido como SSC-8.

A Rússia nega quaisquer violações.

"A Otan vai responder de modo ponderado e responsável aos riscos significativos impostos pelo míssil russo 9M729... Acordamos um pacote de medidas balanceadas, coordenadas e defensivas", disseram.

O secretário geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou em uma coletiva de imprensa que "não haveria movimentos apressados" da aliança e que esses "não se equiparariam ao que a Rússia faz".

"Não queremos uma nova corrida armamentista", acrescentou.

Washington considera apenas armas convencionais, não nucleares, em qualquer possível resposta, disseram diplomatas da Otan. Stoltenberg listou exercícios militares, vigilância e defesas aéreas e com mísseis como formas de deter Moscou.

A Otan também considera ampliar o índice de voos pela Europa feitos por jatos de guerra dos EUA, capazes de transportar ogivas nucleares, além de aumentar o treinamento militar e reposicionar mísseis marítimos norte-americanos, disseram diplomatas da aliança.

Nas próximas semanas, os Estados Unidos devem testar um míssil de cruzeiro lançado no solo. Em novembro, o Pentágono pretende testar um míssil balístico de alcance intermediário.

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