Novo premiê do Reino Unido diz que nunca correrá riscos com economia
O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou nesta segunda-feira que nunca correrá riscos com a economia, reafirmando o compromisso de respeitar as regras fiscais do governo anterior.
Burnham prometeu medidas para ajudar a aliviar o custo de vida, mantendo-se fiel às regras fiscais — entre as quais se destaca o compromisso de equilibrar as despesas correntes com a receita até o final da década — e às promessas eleitorais de não aumentar os impostos sobre os trabalhadores.
Questionado sobre como ele poderia fazer mais sem deixar de cumprir essas regras fiscais e se isso significará mais endividamento para investir, Burnham disse aos repórteres: "Acho que vocês se adiantaram um pouco nessa questão, porque eu disse que vamos seguir... as regras fiscais existentes e, obviamente, usar qualquer flexibilidade dentro delas".
"Portanto, nada disso tem a ver com correr riscos com a economia. Nunca fiz isso em nenhum cargo que ocupei. Sempre adotei uma abordagem muito prudente."
Anteriormente, em seu primeiro discurso, do lado de fora da residência oficial em Downing Street, Burnham indicou que terá como objetivo reduzir os gastos com assistência social para permanecer dentro das regras fiscais e cumprir os compromissos do Reino Unido em matéria de defesa.
Ele deu poucos detalhes sobre seus planos políticos futuros, mas disse que tentará oferecer à população britânica algum "alívio" diante da crise do custo de vida, com medidas imediatas a serem anunciadas a partir de terça-feira.
Burnham disse aos repórteres que está "finalizando" os detalhes dessas medidas, recusando-se a especificar quais seriam.
"Mas queremos apenas fazer algumas coisas que as pessoas percebam e sintam rapidamente", disse ele.
"Isso não vai resolver tudo, não vai tirar toda a pressão, mas apenas mostra a direção a ser seguida e... como ajudá-las."
Burnham estava analisando o limite da "renda isenta", a partir do qual as pessoas começam a pagar imposto de renda — limite que governos sucessivos congelaram, fazendo com que mais pessoas passassem a pagar imposto à medida que suas rendas aumentavam.
"É difícil porque alterar o limite não deixa de ter consequências significativas", disse ele. "Mas estou analisando a questão."
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