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Nova York aprova mapa distrital ao Congresso que dá impulso modesto a democratas

28 fev 2024 - 18h49
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A legislatura com maioria democrata de Nova York aprovou um novo mapa parlamentar nesta quarta-feira desenhado para ajudar o partido a recuperar o controle da Câmara dos Deputados na eleição nacional de novembro.

Mas, para certa surpresa, o plano ficou bem aquém do mapa mais agressivamente partidário que muitos observadores esperavam, após parlamentares rejeitarem uma versão bipartidária no começo da semana que havia sido desenhada pela comissão de redistritamento independente do Estado.

A abordagem mais segura busca evitar uma repetição de 2022, quando um mapa extremamente vantajoso desenhado pelos democratas foi invalidado pelos tribunais estaduais. O mapa resultante formulado pelo tribunal foi usado nas eleições de meio de mandato do outono do hemisfério norte e ajudou os republicanos a virarem quatro cadeiras democratas, quase o suficiente para dar aos republicanos a maioria da Câmara.

Vários republicanos se juntaram aos democratas na votação para aprovar o novo mapa nesta quarta-feira, uma indicação de que o plano não foi visto como um flagrante "gerrymander" -- termo utilizado para a reestruturação de distritos eleitorais com o intuito de obter vantagem em eleições.

Nova York está entre vários Estados onde disputas em andamentos pelo redistritamento parlamentar podem determinar qual partido controlará o Congresso após a eleição de 5 de novembro. Os republicanos têm uma maioria apertada de 219 a 213, que tem se mostrado difícil de controlar.

O novo mapa fortalece um incumbente democrata e ameaça um novato republicano, mas, no geral, deixa a maioria dos 26 distritos do Estado inalterados em relação a 2022.

De acordo com o plano, o distrito de Long Island que os democratas viraram em uma eleição especial neste mês ficará um pouco mais democrata. A cadeira, que foi vencida por Tom Suozzi, ficou vaga após a expulsão do republicano George Santos da Câmara, depois de uma série de escândalos.

Além disso, um assento da região de Syracuse, ocupada pelo republicano Brandon Williams, em seu primeiro mandato, se tornará mais democrata, dando ao partido melhores chances de reconquistá-la neste ano.

É provável que haja meia dúzia de disputas competitivas por assentos em Nova York nas eleições gerais, de acordo com uma análise da Reuters dos principais analistas independentes.

Alguns democratas reagiram com frustração pelo fato de o partido não ter adotado uma abordagem mais rígida para combater o "gerrymandering" dos republicanos em outros locais.

"Quando os republicanos têm a caneta, eles nos apunhalam no pescoço", escreveu o vereador da cidade de Nova York Justin Brannan no X, após o mapa proposto ser divulgado. Brannan estaria considerando desafiar a deputada republicana Nicole Malliotakis, de um dos distritos de Staten Island.

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