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Nicarágua entra com processo na Corte Mundial contra a Alemanha por ajudar Israel

1 mar 2024 - 18h01
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A Nicarágua protocolou um processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra a Alemanha pelo fato de o país europeu estar fornecendo ajuda financeira e militar a Israel, e por ter interrompido o fluxo de recursos para a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA), disse nesta sexta-feira o principal tribunal das Nações Unidas.

A Nicarágua pediu à CIJ que emita medidas emergenciais obrigando Berlim a interromper a ajuda militar a Israel. Normalmente, o tribunal estabelece um dia para audiências sobre um pedido emergencial dento de semanas após a apresentação do caso.    Segundo a visão da Nicarágua, a Alemanha está violando a convenção do genocídio de 1948 e a Convenção de Genebra de 1949 nos territórios palestinos ocupados.

O processo soma-se a outro, impetrado pela África do Sul, que acusa Israel de cometer genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.

No mês passado, o CIJ afirmou que a alegação sul-africana de que a convenção de genocídio tinha sido violada por Israel não era implausível, e pediu medidas emergenciais, incluindo que Israel interrompesse quaisquer potenciais atos genocidas no enclave.    Sob o tratado, os países não apenas concordam em não cometer genocídio, como também em prevenir e punir qualquer possível caso similar. Isso também torna a cumplicidade com o genocídio e a tentativa de genocídio violações do tratado.

A Alemanha é um dos maiores exportadores de armas para Israel, juntamente com os Estados Unidos.

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