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Morre aos 77 anos o prêmio Nobel mexicano Mario Molina

7 out 2020
21h00
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O mexicano Mario Molina, que ganhou o Prêmio Nobel de Química nos anos 1990, morreu nesta quarta-feira aos 77 anos, informaram autoridades, que lamentaram a perda do engenheiro químico que ganhou notoriedade como um dos descobridores das causas do aparecimento de buracos na camada de ozônio.

José Mario Molina
20/03/2020
REUTERS/Gerardo Garcia
José Mario Molina 20/03/2020 REUTERS/Gerardo Garcia
Foto: Reuters

Em 1995, Molina se tornou o primeiro --e até agora o único--mexicano a receber o Prêmio Nobel de Química. 

Junto do holandês Paul J. Crutzen e do norte-americano Frank Sherwood Rowland, o mexicano conquistou o prêmio por seu papel em elucidar as ameaças à camada de ozônio da Terra causadas em parte pelos gases cloro, bromo e dióxido de carbono, entre outros.

"Lamento profundamente o falecimento do dr. Mario Molina Henriquez, prêmio Nobel mexicano, cientista comprometido e capaz. Abraço solidário a seus familiares e amigos. Descanse em paz", escreveu o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, em sua conta no Twitter.

As pesquisas de Molina, que nasceu no México em 19 de março de 1943, levaram à elaboração do Protocolo de Montreal da Organização das Nações Unidas (ONU), o primeiro tratado internacional que enfrentou com eficiência um problema ambiental de escala global. 

"O dr. Mario Molina se vai sendo um mexicano exemplar, que dedicou sua vida a investigar e a trabalhar a favor da proteção do nosso meio ambiente. Será sempre lembrado com orgulho e agradecimento", disse em nota o Centro Mario Molina, uma associação civil criada para dar continuidade ao seu trabalho. 

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