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Milhares de húngaros participam da primeira Parada do Orgulho de Budapeste desde a derrota de Orbán

27 jun 2026 - 15h25
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Mais de 10.000 húngaros participaram, ‌neste sábado, da primeira parada anual do Orgulho em Budapeste desde a derrota eleitoral do líder de direita Viktor Orbán, em abril, enfrentando um calor recorde na cidade para desfilar com enormes bandeiras arco-íris e da União Europeia.

A marcha ⁠do ano passado, que Orbán tentou proibir como parte de ‌suas políticas mais amplas voltadas contra os direitos LGBTQ+, transformou-se em uma manifestação antigovernamental em massa que atraiu dezenas ‌de milhares de pessoas.

Este ano, após ‌a derrota de Orbán para o partido Tisza, de ⁠centro-direita, liderado por Peter Magyar, a proibição foi revogada e a marcha recebeu autorização para seguir adiante.

Fanni Fajth, uma estudante de 18 anos, disse que o clima estava muito mais otimista após a mudança política no país e devido ‌às esperanças de novos direitos relacionados à adoção e ao ‌casamento no futuro.

"Todo mundo ⁠está muito ⁠mais animado", disse ela.

"Acho que seria maravilhoso se finalmente tivéssemos direitos iguais ⁠depois de todos esses ‌anos."

Orbán, que se apresentou ‌como defensor do que chamou de valores cristãos contra o liberalismo ocidental, aprovou leis que impedem a alteração de gênero em documentos pessoais, suspendem a adoção por casais ⁠do mesmo sexo e proíbem materiais nas escolas considerados promotores da homossexualidade ou da transição de gênero.

"A maior mudança, na verdade, é a mudança na política do país", disse Mate Tarnai, um químico ‌de 51 anos. "Sentimos mais liberdade pessoalmente também, e o clima no país está muito mais tranquilo do que no ano ⁠passado."

Tarnai também disse que espera que o governo de Magyar garanta direitos iguais.

Magyar, um conservador, pediu paciência quando questionado pela mídia húngara sobre a alteração da legislação que restringia os direitos da comunidade LGBT.

Boglarka Boruzs, de 23 anos, intérprete e tradutora, disse que, para ela, a maior mudança em relação ao governo de Orbán foi que as pessoas LGBTQ+ puderam se sentir mais seguras e aceitas no dia a dia, e que os políticos passaram a ter o poder de "fazer a sociedade entender que não há problema em ser gay".

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