Meloni, da Itália, diz que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, descartou convocar eleições antecipadas e afirmou que pretende cumprir seu mandato até o fim, ressaltando a estabilidade de sua gestão, a mais duradoura da Itália pós-Segunda Guerra. A declaração surge em meio a tensões na coalizão conservadora causadas pelo avanço do grupo de extrema-direita de Roberto Vannacci e por deserções parlamentares que recentemente derrubaram uma reforma eleitoral governista. Meloni garante ter apoio suficiente para seguir.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta quarta-feira que pretende permanecer no cargo até o fim da legislatura, descartando especulações da mídia de que poderia convocar eleições antecipadas antes do término de seu mandato, no próximo outono (no hemisfério norte).
"Gostaria de permanecer no cargo até o fim da legislatura. Tenho orgulho da estabilidade deste governo", disse Meloni em coletiva de imprensa após uma reunião do gabinete.
Meloni, cujo governo se tornou o mais duradouro da Itália desde a Segunda Guerra Mundial, lidera uma coalizão conservadora composta por seu partido, o Irmãos da Itália, pela Liga e pelo Forza Italia.
Um aumento no apoio ao Futuro Nacional, um novo movimento de extrema-direita liderado pelo ex-general Roberto Vannacci, tem corroído o apoio ao grupo de Meloni e alimentado especulações de que ela poderia tentar forçar eleições antecipadas para evitar novas perdas de apoio.
"Pretendemos continuar governando enquanto eu tiver essa maioria forte e sólida", disse ela, ao lado dos vice-primeiros-ministros Matteo Salvini e Antonio Tajani, líderes da Liga e do Forza Italia, respectivamente.
O caminho da coalizão, no entanto, tem estado longe de ser tranquilo nos últimos meses, indicando que Meloni pode estar perdendo seu controle outrora firme sobre a aliança à medida que as eleições se aproximam.
Em julho, a Câmara dos Deputados rejeitou inesperadamente uma emenda do governo relacionada a uma reforma eleitoral fortemente apoiada por Meloni, após deserções dentro da coalizão governista.
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