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Mamdani proíbe uso de IA para a maioria dos alunos de Nova York por um ano

2 set 2026 - 20h52
(atualizado às 21h21)
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Resumo
A cidade de Nova York impôs uma moratória de um ano ao uso de inteligência artificial em escolas públicas, suspendendo cerca de 40 ferramentas educacionais. A medida, a mais restritiva dos EUA, afeta 600 mil alunos até a 8ª série e visa priorizar o fator humano no aprendizado. Estudantes do ensino médio terão acesso restrito a certas situações, enquanto professores poderão usar a tecnologia para planejar aulas e horários. Outros distritos, como Los Angeles, também revisam o uso da IA.

Autoridades da ‌cidade de Nova York anunciaram uma moratória de um ano sobre o uso de inteligência artificial por alunos em escolas públicas de ensino fundamental e médio, a mais recente medida tomada ⁠pelas autoridades para estabelecer diretrizes sobre novas tecnologias ‌em sala de aula.

A medida adotada pelo maior distrito escolar do país é a mais ‌restritiva até o momento nos ‌Estados Unidos, embora outros distritos, incluindo ⁠Los Angeles, tenham afirmado que estão revisando suas políticas relacionadas à IA.

O prefeito Zohran Mamdani disse a jornalistas nesta quarta-feira que as escolas devem suspender o uso atual de cerca de ‌40 ferramentas educacionais nas salas de aula da ‌cidade de Nova ⁠York.

"As crianças ⁠precisam de professores e de conexão humana para aprender e ⁠crescer. Elas ‌precisam desenvolver habilidades ao ‌lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria", disse Mamdani em uma coletiva de ⁠imprensa.

As principais empresas desenvolvedoras de IA -- Google, Anthropic e Microsoft -- não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

A política afetará cerca de 600 mil alunos de ‌escolas públicas até a 8ª série, enquanto alunos do ensino médio poderão usar IA em alguns ⁠casos. Os professores terão permissão para usar IA no planejamento de aulas e em tarefas como a organização de horários, informou a prefeitura em comunicado.

Escolas públicas da cidade de Nova York já haviam imposto uma proibição temporária do ChatGPT logo após seu lançamento em 2022. A restrição foi posteriormente suspensa e substituída por um assistente de ensino personalizado baseado em IA, segundo a Microsoft, coproprietária da OpenAI, fabricante do ChatGPT.

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