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Mundo

Justiça britânica conclui julgamento sobre extradição de Assange

Fundador do WikiLeaks pode pegar pena de 175 anos nos EUA

21 fev 2024 - 18h30
(atualizado às 18h33)
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- O Tribunal Superior de Justiça de Londres encerrou nesta quarta-feira (21) a última audiência sobre o recurso final de defesa de Julian Assange, jornalista australiano e cofundador do WikiLeaks.

Ele tenta escapar da extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de 18 crimes ligados à divulgação de milhares de documentos secretos sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque.

O veredito ainda não foi emitido e a expectativa é de que isso ocorra em alguns dias. Na prática, no entanto, não há um prazo, e algumas sentenças são proferidas depois de anos.

A audiência foi marcada por um intenso debate entre os advogados do ativista, Edward Fitzgerald e Mark Summers, e a encarregada de representar as autoridades dos EUA, Clair Dobbin.

A defesa de Assange diz que o país processa seu cliente por motivos políticos, e fala em uma conspiração para matá-lo.

Já a representante da Justiça americana afirma que a ação é baseada em provas, incluindo sobre atividades de recrutar hackers e encorajar informantes a revelar dados confidenciais.

Julian Assange não compareceu ao julgamento. Ele também não havia ido à abertura dos trabalhos, na última terça (20).

Em publicação no X (antigo Twitter), o WikiLeaks disse que a ausência se deve às "precárias condições de saúde" do ativista, que está encarcerado na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh, em Londres.

Se for condenado nos Estados Unidos, o ativista pode pegar até 175 anos de prisão, em um caso definido por seus advogados como "perseguição política".

Em caso de derrota na Alta Corte de Londres, restaria ao australiano apenas o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, do qual o Reino Unido é membro.

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Ansa - Brasil   
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