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Jay Clayton toma posse como diretor de Inteligência Nacional dos EUA

3 ago 2026 - 13h47
(atualizado às 14h17)
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Jay Clayton tomou posse ‌nesta segunda-feira como diretor de Inteligência Nacional dos EUA, após uma polêmica audiência de confirmação no Senado, na qual se recusou a reconhecer diretamente que o presidente Donald Trump perdeu a eleição presidencial de ⁠2020.

Ele assume um cargo que ficou vago em ‌junho, quando Tulsi Gabbard renunciou após um mandato marcado por confrontos com os democratas do Congresso, ‌que a acusaram de promover ‌a agenda política de Trump e de divulgar ⁠alegações eleitorais já desmentidas.

"A segurança e a proteção do povo americano serão nosso norte, e trabalharemos para garantir que o povo americano tenha total confiança na Comunidade de Inteligência (IC) por meio de supervisão ‌adequada, transparência e prestação de contas", afirmou Clayton em ‌comunicado divulgado pelo ⁠Gabinete do ⁠Diretor de Inteligência Nacional.

"Isso inclui garantir que o trabalho vital de ⁠nossa IC nunca ‌seja usado como arma ‌por motivos políticos", acrescentou Clayton, utilizando um termo adotado pelo presidente republicano e seus aliados ao fazer alegações sem fundamento de que governos ⁠anteriores abusaram do poder federal para atacá-lo.

Na semana passada, os republicanos do Senado dos EUA confirmaram o indicado por Trump para o cargo de chefe da inteligência do ‌país, apesar da oposição dos democratas, que o criticaram por se recusar repetidamente, durante a audiência, a ⁠reconhecer diretamente a derrota de Trump nas eleições de 2020 para o democrata Joe Biden.

Faltando pouco mais de três meses para as eleições de meio de mandato, que decidirão qual partido controlará o Congresso, Trump intensificou os esforços para tornar a "segurança eleitoral" uma questão central, apesar das conclusões comprovadas de que a fraude eleitoral é rara.

Clayton, que atuou como procurador federal do Distrito Sul de Nova York, supervisionará 18 agências de inteligência dos EUA.

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