Israel expulsa brasileiro Thiago Ávila e ativista hispano-palestino
Os 2 haviam sido detidos em águas internacionais perto da Grécia
O governo de Israel expulsou neste domingo (10) o ativista brasileiro Thiago Ávila e o hispano-palestino Saif Abukeshek, que haviam sido detidos em águas internacionais perto da costa da Grécia, no âmbito da operação contra a Flotilha Global Sumud.
"Após a conclusão de sua investigação, os dois provocadores profissionais foram deportados hoje. Israel não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal contra Gaza", disse o Ministério das Relações Exteriores no X.
Os dois estavam sob custódia israelense desde o fim de abril por liderar uma missão voltada a furar o bloqueio naval contra a Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária à população palestina.
Parte da flotilha foi interceptada perto da ilha grega de Creta, porém Ávila e Abukeshek foram os únicos ativistas levados para Israel, já que os outros detidos foram liberados em território grego. Eles denunciam maus-tratos por parte das forças israelenses.
"Desde o sequestro em águas internacionais até a detenção ilegal em isolamento total e os maus-tratos a que foram submetidos, as ações das autoridades israelenses foram um ataque punitivo contra uma missão puramente civil", diz um comunicado dos advogados do brasileiro e do hispano-palestino.
"O uso de detenção, interrogatório e tortura contra ativistas e defensores dos direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza", acrescenta a nota.
Ávila foi expulso em direção ao Cairo, capital do Egito, enquanto Abukeshek embarcou em um voo com destino à Espanha, com conexão na Grécia.
"Tenho certeza que o tratamento que enfrentei não é nada comparado aos sofrimentos dos palestinos. Temos de continuar nos mobilizando até que a Palestina seja livre", disse Abukeshek em um vídeo publicado no Instagram.
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