Islândia realiza referendo sobre retomada de negociações de adesão à UE
Votação deste sábado (29) não decide adesão ao bloco, mas pode abrir conversas
A Islândia realiza um referendo neste sábado para definir se retoma as negociações de adesão à União Europeia. O pleito, marcado por expressiva participação na votação antecipada entre os cerca de 270 mil eleitores aptos, tem apuração prevista para iniciar logo após o fechamento das urnas. As últimas pesquisas indicam um cenário de empate técnico entre o "sim" e o "não", tornando o desfecho da votação totalmente imprevisível.
A Islândia abriu as urnas neste sábado (29) para o referendo que decidirá se o país deve retomar as negociações para uma possível adesão à União Europeia.
As seções eleitorais regulares começaram a funcionar às 9h (horário local) e permanecerão abertas até às 22h.
Uma parcela significativa do eleitorado, no entanto, já participou da votação. Segundo os dados mais recentes, 56.774 pessoas haviam votado antecipadamente até o meio-dia de sexta-feira (28), de um total aproximado de 270 mil eleitores aptos.
Cerca de 17 mil desses votos foram registrados por islandeses residentes no exterior.
A votação antecipada teve início em 27 de julho e foi realizada em repartições públicas, embaixadas e consulados. Na região da capital, a participação antecipada alcançou o maior nível já registrado pela junta eleitoral local.
Após o fechamento das urnas, a apuração terá início imediatamente. Os primeiros resultados parciais são esperados do distrito Sul por volta das 22h30 (horário local). Na sequência, devem ser divulgados os números do distrito Nordeste.
Os resultados das demais circunscrições são esperados por volta da meia-noite na Islândia. Até o momento, não foi anunciada nenhuma pesquisa de boca de urna em âmbito nacional.
O resultado do referendo permanece incerto. A pesquisa mais recente da Maskína aponta uma ligeira vantagem para o "sim", com 50,4% das intenções de voto, contra 49,6% para o "não". Já o levantamento da Gallup apresenta cenário inverso: 51,6% são favoráveis ao "não", enquanto 48,4% apoiam o "sim".
Em ambos os levantamentos, a diferença entre as duas posições está dentro da margem de erro, configurando um cenário de empate técnico. .
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