Islândia inicia votação antecipada de referendo sobre adesão à UE
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A Islândia deu início nesta segunda-feira (27) à votação antecipada para o referendo que decidirá se o país deve retomar as negociações de adesão à União Europeia, interrompidas desde 2015.
A consulta oficial está marcada para 29 de agosto e foi convocada em março pelo governo de coalizão liderado pela primeira-ministra social-democrata Kristrún Frostadóttir, na esteira da invasão da Ucrânia pela Rússia e das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a vizinha Groenlândia, território pertencente à Dinamarca.
A Islândia fez seu pedido de adesão à UE em 2009, após a crise financeira que devastou a economia da ilha, porém as conversas foram suspensas oficialmente em 2015.
O voto antecipado, que historicamente representa entre 15% e 20% do total, está disponível para eleitores que não puderem comparecer às urnas em agosto, incluindo residentes no exterior.
Segundo uma pesquisa do instituto Gallup publicada no fim de junho, 52% dos eleitores aprovam a retomada das negociações, e 48% rejeitam a ideia. Caso o "sim" às tratativas vença em agosto, um segundo referendo será necessário para decidir sobre a adesão propriamente dita.
O principal entrave para um eventual ingresso na UE continua sendo a política de pesca, setor central para a economia islandesa. A ministra das Relações Exteriores do país, Thorgerdur Katrín Gunnarsdóttir, afirmou que Reykjavík buscará "um bom acordo" sobre o tema caso o desejo de adesão prevaleça.
A Islândia já é membro do Espaço Econômico Europeu (EEE) e da Área Schengen, mas não faz parte da união aduaneira europeia.
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