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Irã nega mais de 30 mil mortes em protestos: 'Uma grande mentira'

Manifestações contra regime do país tiveram início no dia 28 de dezembro em Teerã

26 jan 2026 - 10h08
(atualizado às 13h43)
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A Embaixada do Irã junto à Santa Sé negou nesta segunda-feira (26) a informação de que mais de 30 mil pessoas teriam morrido em decorrência da resposta das autoridades iranianas aos protestos ocorridos no país.

Irã afirmou que notícias sobre número de mortos são falsas
Irã afirmou que notícias sobre número de mortos são falsas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O número foi divulgado por diversos veículos de comunicação internacionais, mas foi classificado pela representação diplomática como falso.

"Uma grande mentira ao estilo [Adolf] Hitler: não era esse o número de vítimas que eles planejavam causar nas ruas do Irã? Eles falharam e agora estão tentando fazer parecer verdade na mídia", afirmou a sede diplomática do Irã no Vaticano, acrescentando que é "um comportamento verdadeiramente desprezível".

A nota não apresentou dados alternativos sobre o número de vítimas nem justificou as denúncias feitas por organizações de direitos humanos a respeito da repressão aos protestos.

O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã revelou que pelo menos 43 mil pessoas foram mortas nas manifestações contra o regime do país.

No final de dezembro, o Irã foi tomado por uma onda de manifestações populares motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas que logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa a nação persa desde a Revolução Islâmica de 1979.

O governo iraniano reprimiu os protestos com violência, deixando milhares de mortos e ameaçando manifestantes com pena de morte. Além disso, ordenou o bloqueio da internet em seu território. 

Ansa - Brasil
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