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Investigação conclui que copiloto da Flydubai planejou ato terrorista em voo para Tel Aviv

A investigação feita pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos concluiu neste sábado (3) que o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv, planejava cometer um ato terrorista a bordo da aeronave. Segundo o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, o suspeito iniciou a execução do plano ao atacar o comandante dentro da cabine de comando e tentar assumir o controle do avião.

3 out 2026 - 07h59
(atualizado às 08h15)
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Resumo
Uma investigação apontou que o copiloto de um voo da Flydubai planejou um atentado terrorista ao tentar derrubar um avião com 174 pessoas a caminho de Tel Aviv. Ele agrediu o comandante com um machado de emergência e facadas, mas a vítima conseguiu destravar a cabine, permitindo que tripulantes e passageiros imobilizassem o agressor antes de um pouso forçado na Arábia Saudita. O suspeito, que já tinha histórico de radicalização, causou a suspensão temporária de voos na rota Dubai-Tel Aviv.

O incidente ocorreu em 30 de setembro, quando o Boeing 737 transportava 174 pessoas, entre 166 passageiros israelenses e oito tripulantes. De acordo com a investigação, o copiloto utilizou o machado de emergência disponível na cabine para agredir o comandante. Autoridades israelenses afirmam ainda que o piloto também foi esfaqueado durante o ataque.

Mesmo ferido, o comandante, o indiano Smit Machchhar, conseguiu destravar a porta da cabine em uma tentativa desesperada de impedir que o agressor assumisse os controles da aeronave. A abertura da porta permitiu que passageiros e membros da tripulação entrassem na cabine e imobilizassem o copiloto. O avião chegou a perder altitude de forma brusca durante a luta, mas conseguiu realizar um pouso de emergência na Arábia Saudita.

Em relato divulgado pelas autoridades indianas após uma conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, Machchhar disse que sabia que abrir a porta era sua última chance de evitar uma tragédia. Com 17 anos de experiência na aviação, sendo 11 como comandante, ele afirmou que continuou sofrendo agressões enquanto tentava alcançar o mecanismo de abertura.

Montagem com as fotos do piloto indiano Smit Machchhar (à esquerda) e o primeiro-ministro Narendra Modi, que conversaram por ligação de vídeo nesta sexta-feira (2).
Montagem com as fotos do piloto indiano Smit Machchhar (à esquerda) e o primeiro-ministro Narendra Modi, que conversaram por ligação de vídeo nesta sexta-feira (2).
Foto: RFI

Copiloto teria impedimento de pilotar em Omã 

As autoridades dos Emirados não divulgaram oficialmente a identidade do suspeito, mas uma fonte próxima à investigação o identificou como o cidadão omanense Hammam Al-Hammami. Segundo veículos como CNN, ABC, Al-Arabiya e Wall Street Journal, ele já havia sido impedido de pilotar em Omã por razões de segurança após despertar suspeitas de radicalização durante uma passagem pela Síria. Os mesmos veículos afirmam que ele deixou a companhia Oman Air antes de ser contratado pela Flydubai, depois de uma candidatura sem sucesso à Emirates.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como uma "tentativa de atentado terrorista jihadista" e afirmou que o copiloto havia passado por um processo de radicalização islamista. Netanyahu disse acreditar que o suspeito pretendia derrubar o avião com todos os passageiros a bordo, embora tenha admitido que a hipótese de problemas psiquiátricos ainda não foi descartada.

Os "heróis" do voo FZ1073

Enquanto a investigação prossegue para determinar todas as circunstâncias e motivações do ataque, o comandante da aeronave vem sendo tratado como herói em Israel e na Índia.

O presidente israelense Isaac Herzog anunciou a intenção de conceder uma das mais altas condecorações civis do país a cinco passageiros israelenses que ajudaram a conter o agressor e impedir a queda do avião.

O incidente também provocou transtornos no transporte aéreo entre Emirados Árabes Unidos e Israel. Após o ataque, a Flydubai suspendeu temporariamente a ligação Dubai-Tel Aviv e a companhia israelense El Al cancelou voos especiais previstos para retirar israelenses que ficaram retidos nos Emirados.

Neste sábado, porém, um voo da companhia israelense de baixo custo Arkia pousou em Tel Aviv, marcando a retomada das operações de repatriação após o incidente.

Com agências

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