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Igreja Católica é acusada de encobrir pedofilia na Holanda

Denúncia se segue a escândalos em Chile, Austrália e EUA

16 set 2018
14h18
atualizado às 15h30
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Entre 1945 e 2010, 20 dos 39 cardeais, bispos e seus auxiliares na Holanda teriam se envolvido em um esquema de acobertamento de casos de pedofilia dentro da Igreja Católica. Além disso, quatro deles teriam cometido crimes de abuso.

Vista da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano
Vista da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A denúncia, que se segue aos escândalos em países como Irlanda, Chile, Austrália e Estados Unidos, foi publicada pelo jornal holandês "NRC", que diz que a cobertura permitiu que os sacerdotes continuassem "fazendo muito mais vítimas".

Segundo o diário, padres acusados eram apenas transferidos de paróquia. Uma porta-voz da Igreja Católica no país, Daphne van Roosendaal, disse que é possível "confirmar parte" da reportagem. "Os nomes de diversos bispos correspondem àqueles indicados em um relatório comissionado pela Igreja em 2010", acrescentou.

Muitos dos prelados envolvidos já morreram, enquanto aqueles ainda vivos não quiseram se pronunciar. Escândalos de pedofilia abalaram o pontificado de Bento XVI e, a partir deste ano, se transformaram na maior crise da gestão de Francisco.

O próprio Papa, que pediu desculpas às vítimas em diversas ocasiões, é acusado por um arcebispo italiano, Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico em Washington, de ter acobertado abusos contra seminaristas adultos cometidos pelo ex-cardeal norte-americano Theodore McCarrick, afastado em julho passado.

Uma comissão formada por Jorge Bergoglio trabalha para combater os casos de pedofilia na Igreja, mas a falta de punições duras para a maior parte dos acusados é motivo de questionamentos contra Francisco.

Chile

O Papa expulsou do sacerdócio o padre Cristián Precht, figura emblemática da Igreja Católica chilena por defender os direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O sacerdote, que completa 78 anos em 23 de setembro, virara alvo de denúncias em 2011, e uma investigação canônica recomendou sua expulsão. No entanto, o atual arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati, reduziu a pena para cinco anos de afastamento, encerrados em dezembro passado.

Contudo, Francisco decidiu aplicar a sentença mais severa do Direito Canônico por causa de novas denúncias contra Precht, divulgadas em outubro de 2017 e que o acusam de pedofilia contra alunos de um colégio privado católico.

Ansa - Brasil   

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