Hezbollah ameaça retaliar após ataque israelense que deixou 11 mortos no sul do Líbano
O Hezbollah ameaçou neste sábado (15) uma "retaliação apropriada" após bombardeios israelenses que deixaram onze mortos no sul do Líbano. Trata-se do episódio mais mortal desde os acordos firmados em junho, que reduziram as hostilidades entre Israel e o grupo islâmico libanês.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, sete pessoas morreram no ataque aéreo israelense contra uma residência na vila de Ansar, entre elas três crianças e duas mulheres,e outras quatro vítimas foram registradas em diferentes localidades do sul do país.
O presidente libanês, Joseph Aoun, denunciou a morte de uma família inteira em Ansar e acusou Israel de violar repetidamente o acordo vigente e o direito internacional de proteção aos civis. O primeiro-ministro Nawaf Salam classificou os ataques como uma nova escalada do conflito.
Hezbollah promete retaliação
O Exército israelense afirmou ter atingido "infraestruturas terroristas do Hezbollah" nas regiões de Ansar e Nabatiyé. Segundo uma porta-voz militar israelense, a operação foi realizada em resposta ao que classificou de uma "grave violação do acordo" por parte do Hezbollah, após um ataque do grupo contra forças israelenses na zona de segurança estabelecida entre os dois lados.
Em resposta, o Hezbollah ameaçou uma "retaliação apropriada", afirmando que Israel não poderá continuar com suas ações militares sem consequências. Em comunicado, o grupo pró-Irã libanês também pediu ao governo libanês que interrompa as negociações que considera "humilhantes" com Israel, em curso desde abril.
Enquanto isso, a tensão entre Estados Unidos e Irã continua elevada. O presidente Donald Trump afirmou que, após derrotar o Irã, declararia o Estreito de Ormuz "território dos Estados Unidos". Teerã reagiu imediatamente, afirmando que a passagem estratégica "é e continuará sendo iraniana".
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