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Governo do Haiti exige justiça para mulheres e meninas vítimas de abuso por agentes de paz da ONU

19 dez 2019 - 18h27
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Por Sonia Elks

Membros das Forças de Paz da ONU no Haiti
31/08/2017
REUTERS/Jeanty Junior Agustin
Membros das Forças de Paz da ONU no Haiti 31/08/2017 REUTERS/Jeanty Junior Agustin
Foto: Reuters

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O Haiti afirmou nesta quinta-feira que exigirá ação da Organização das Nações Unidas depois que um estudo mostrou que meninas de 11 anos foram abusadas sexualmente e ficaram grávidas de agentes das forças de paz da ONU, antes de serem abandonadas para criar os filhos sozinhas.

O ministro das Relações Exteriores, Bocchit Edmond, disse que os agressores devem enfrentar a justiça, após o estudo publicado na International Peacekeeping deste mês mostrar "uma multidão" de mulheres e meninas haitianas que foram exploradas sexualmente por representantes da missão da ONU.

"O papel de um pacificador é proteger as comunidades às quais serve, não explorar e abusar delas", declarou Edmond em comunicado enviado à Thomson Reuters Foundation.

"Manteremos discussões com a ONU para buscar respostas e as ações corretas sem demora, para que as vítimas recebam o apoio e a justiça que merecem."

A ONU no Haiti "continua comprometida em ajudar os reclamantes e as vítimas a obter o apoio necessário", disse uma porta-voz das operações de paz da ONU.

A missão de paz da ONU informou que leva a sério as questões levantadas no estudo e que está apoiando 29 vítimas e 32 crianças nascidas de exploração e abuso sexual por forças de paz no Haiti.

Sob o sistema atual, a ONU pode investigar crimes e enviar soldados de paz para casa, mas não tem poder para processar indivíduos.

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