Governador mexicano anuncia retorno da normalidade após morte de El Mencho
Comércio e transporte público voltaram a funcionar nesta terça em Jalisco
O governador do estado mexicano de Jalisco, Pablo Lemus, anunciou na segunda-feira (23) o retorno da normalidade gradativa a partir desta terça (24), após a onda de violência que tomou conta da região devido à morte do líder de cartel Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", no final de semana.
Em um vídeo, Lemus comunicou que o comércio voltará a funcionar a partir de hoje, enquanto as escolas voltarão às aulas presenciais na quarta-feira (25).
"A partir de terça-feira, lojas de departamento, de conveniência, mercados, bancos e o transporte interurbano retomarão suas operações normais", disse o governador.
Segundo ele, "o abastecimento de combustível está garantido e os veículos incendiados [durante a retaliação] estão sendo removidos das ruas, com o apoio de 2,5 mil soldados federais que chegaram como reforço".
Em relação a Puerto Vallarta, o principal polo turístico de Jalisco, a administração estadual tem dado atenção especial, com a mobilização de equipes para garantir o retorno do transporte público e do abastecimento à zona hoteleira.
Continuamos "trabalhando para garantir que este importantíssimo destino turístico retorne à normalidade completa o mais rápido possível", reforçou Lemus, acrescentando que se o estado de normalidade prevalecer, o "estado de emergência será suspenso em breve".
"É hora de recuperarmos nossa cidade e nosso estado. Devemos permanecer unidos", concluiu o governador.
No domingo (22), o Exército mexicano assassinou El Mencho, líder de um dos maiores grupos criminosos do país, o Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), em uma operação que contou com a inteligência dos Estados Unidos.
Em represália, homens armados bloquearam mais de 20 estradas no oeste do estado de Jalisco, incendiando carros e caminhões.
Ataques ao comércio também foram registrados em diversas localidades, deixando ao menos 26 mortos, entre civis, agentes e criminosos.
O incidente levantou o questionamento se Guadalajara, capital de Jalisco, realmente conseguirá garantir os padrões de segurança necessários para sediar quatro jogos da Copa do Mundo, em junho, assim como duas partidas de repescagem no final de março.