França confirma caso de Ebola em médico que voltou do Congo
Um médico que retornou recentemente à França após uma missão humanitária na República Democrática do Congo testou positivo para Ebola, marcando o primeiro caso confirmado no país relacionado ao surto atual da doença, informou o Ministério da Saúde da França nesta quarta-feira.
O paciente foi colocado em isolamento e as autoridades de saúde estão rastreando os contatos, informou o ministério em comunicado, acrescentando que o risco para a população europeia em geral é baixo.
As cinco pessoas que estavam sentadas próximas a ele no avião com destino à França foram identificadas e isoladas, disse a ministra da Saúde, Stephanie Rist, ao canal de TV France 2.
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que não há motivo para pânico.
Tedros disse em uma coletiva de imprensa que, nos últimos 50 anos, menos de 30 casos de Ebola foram detectados fora da África.
"(Isso) significa que o risco (para o resto do mundo) é baixo. Seja na França ou em outros países da Europa, não se deve reagir de forma exagerada. É isso que eu gostaria de aconselhar", disse ele a repórteres.
O surto de Ebola no Congo está relacionado à rara cepa Bundibugyo do vírus. Ele já infectou mais de 1.000 pessoas e matou 267 -- gerando o maior número de casos confirmados no primeiro mês de qualquer surto da doença, segundo a OMS.
Especialistas afirmam que a doença provavelmente já circulava há meses antes de ser oficialmente declarada em 15 de maio. Os primeiros casos confirmados foram identificados em áreas urbanas, e, desde então, foram relatadas infecções em pelo menos três campos de deslocados densamente povoados.
Os dois maiores surtos anteriores de Ebola ocorreram na África Ocidental -- em Guiné, Serra Leoa e Libéria, entre 2014 e 2016 -- e no Congo, em 2018.
Um cidadão norte-americano tratado contra o Ebola na Alemanha recebeu alta este mês, após não ter sido detectado nenhum vírus no paciente desde 30 de maio.
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