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EUA vão reforçar triagem do Ebola com novas declarações dos passageiros aéreos

22 out 2026 - 21h03
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Resumo
Para conter o surto de Ebola na África, que já matou 4.700 pessoas, o governo dos EUA exigirá, a partir de 3 de novembro, que passageiros de voos para o país atestem não terem estado na República Democrática do Congo nos últimos 21 dias. A medida do CDC reforça restrições anteriores que já barravam quem esteve no epicentro da doença, em Uganda ou no Sudão do Sul. Causado pela letal cepa Bundibugyo, que não tem vacina, o vírus ainda não registrou nenhum caso em território norte-americano.

O governo ‌dos EUA intensificará as medidas destinadas a impedir a entrada de pessoas expostas ao Ebola, com uma nova exigência para que os passageiros aéreos com destino aos EUA atestem que não estiveram na República ⁠Democrática do Congo nos últimos 21 dias, de ‌acordo com um memorando divulgado nesta quinta-feira visto pela Reuters.

Em maio, o Centro de Controle e ‌Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA adotou ‌regras que proíbem a entrada de passageiros ⁠de avião que tenham estado na RDC — o epicentro do surto de 2026 — nas três semanas anteriores. As restrições foram estendidas aos cidadãos norte-americanos em julho.

A nova ordem do CDC entra em vigor em ‌3 de novembro e exige que todos os passageiros ‌de voos com ⁠destino aos ⁠EUA apresentem atestados digitais ou em papel.

A "Airlines for America", que ⁠representa a United ‌Airlines , a American Airlines , ‌a Southwest Airlines e a Delta Air Lines , não se pronunciou imediatamente.

O CDC realizará teleconferências informativas com as principais companhias aéreas dos EUA e do ⁠exterior na sexta-feira para detalhar como as companhias devem cumprir os novos requisitos.

Como parte das medidas contra o Ebola, o CDC também proíbe, desde o início deste ano, ‌a entrada de estrangeiros nos EUA caso tenham estado em Uganda ou no Sudão do Sul nas ⁠três semanas anteriores.

A cepa Bundibugyo do vírus se espalhou sem ser detectada por meses antes de o surto ser declarado em maio. Ela mata cerca de metade das pessoas infectadas e não possui tratamento ou vacina aprovados.

Até o momento, está confirmado que o surto já matou cerca de 4.700 pessoas na África, de acordo com o CDC da África.

Até o momento, nenhum caso de Ebola associado a esse surto foi relatado nos Estados Unidos, informou o CDC.

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