EUA impõe sanções contra iranianos ligados a líder supremo
Medida marca 40 anos da tomada de reféns da embaixada em Teerã
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (4) novas sanções contra nove indivíduos iranianos, sob a acusação de agirem em nome do líder supremo Ali Khamenei, que ocupam cargos em várias instituições importantes. De acordo com o Departamento do Tesouro americano, a decisão foi tomada porque "reduz ainda mais a capacidade do líder supremo de implementar sua política de terror e opressão".
"Estes indivíduos estão ligados a um amplo leque de comportamentos malignos pelo regime, incluindo bombardeios às barracas da Marinha dos EUA em Beirute em 1983 e à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, bem como tortura, assassinatos extrajudiciais e repressão a civis", explicou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado.
Entre os principais nomes incluídos na lista negra estão o chefe de gabinete de Khamenei, Mohamad Mohamadi Golpayegani, o "braço-direito" do aiatolá, Vahid Haghanian, além do responsável pelo sistema judiciário, Ebrahim Raisi, e o segundo filho o líder supremo, Mojtaba Khamenei. As sanções também foram aplicadas com o objetivo de bloquear o fluxo de dinheiro à Equipe Geral das Forças Armadas do Irã.
"Todas as propriedades e rendimentos em posse dessas pessoas que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de pessoas nos EUA têm de ser bloqueadas e relatadas" ao Tesouro, finalizou. A medida foi anunciada nos 40 anos da tomada de reféns da embaixada americana em Teerã. Por ocasião da data, o secretário de Estado do presidente Donald Trump, Mike Pompeo, ainda pediu para as autoridades do Irã liberar todos os americanos declarados desaparecidos ou detidos injustamente.
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