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EUA e Dinamarca fecham acordo sobre a segurança da Groenlândia

Trump afirmou que o acordo dará aos EUA 'controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades na Groenlândia', embora os detalhes não tenham sido confirmados por autoridades dinamarquesas.

18 set 2026 - 19h51
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Resumo
EUA e Dinamarca fecharam um acordo de segurança sobre a Groenlândia, com assinatura prevista para a próxima semana na ONU. O presidente Donald Trump afirmou que o pacto garante controle permanente da segurança do território aos EUA sem custos, além de vetar presença militar e investimentos de adversários. Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, ressaltou que a parceria reforça a defesa no Ártico, mas preserva a soberania do Reino e a autodeterminação do povo groenlandês.
Pessoas seguram bandeira da Groenlândia, que faz parte do reino da Dinamarca, mas tem um governo autônomo
Pessoas seguram bandeira da Groenlândia, que faz parte do reino da Dinamarca, mas tem um governo autônomo
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Os Estados Unidos e a Dinamarca anunciaram nesta sexta-feira (18/09) um acordo relativo à segurança da Groenlândia e afirmam que ele será assinado na próxima semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo concederia ao seu país "controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades" da Groenlândia.

O primeiro-ministro da Dinamarca afirmou que o acordo "reforça a segurança no Ártico e na região do Atlântico Norte", mas não abordou detalhes específicos do acordo mencionados por Trump em uma publicação nas redes sociais.

A Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca, mas possui um governo autônomo.

A notícia surge após meses de ameaças de Trump de "tomar" a Groenlândia devido a preocupações com a segurança nacional, citando sua localização estratégica para fins de defesa e sua riqueza mineral.

Trump, em uma publicação no Truth Social, disse que o acordo não terá "nenhum custo para os Estados Unidos" e dará ao seu país a capacidade de "fazer o que for necessário" para "garantir e defender a segurança da Groenlândia".

Ele afirmou que o acordo inclui uma cláusula segundo a qual nenhum adversário dos EUA pode manter presença militar ou "fazer investimentos sensíveis na Groenlândia sem nossa expressa aprovação por escrito".

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, confirmou que o acordo será assinado na Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana.

Frederiksen afirmou que o acordo "fortalece nossa segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte", ao mesmo tempo que "reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação".

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou o acordo como "histórico" e uma "grande vitória para os Estados Unidos e o povo americano".

"Este acordo resolve de forma permanente e completa as nossas preocupações com a segurança nacional na Groenlândia", disse ele ao canal de TV Fox News.

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